sexta-feira, 18 de maio de 2012

Infertilidade Masculina: Alterações do espermograma!


Com o espermograma avalia-se, no sémen ejaculado (por masturbação após 3 dias de abstinência: relação sexual boa, 3 dias sem relações, colheita na manhã do 4º dia), o volume, o pH, a viscosidade, o tempo de liquefacção, a concentração, mobilidade, morfologia e resistência dos espermatozóides, as infecções e a presença de auto-anticorpos.
Causas das anomalias seminais. As alterações do espermograma podem ser devidas a causas genéticas (principal causa) ou secundárias (infecções genitais, álcool, tabaco, drogas, tóxicos ambientais, tóxicos profissionais, tóxicos alimentares, sobreaquecimento, medicamentos, sedentarismo).
O tempo de abstinência (2-5 dias) serve para acumular uma grande quantidade de espermatozóides no canal excretor que se localiza a seguir ao testículo (epidídimo), e que funciona como reservatório dos espermatozóides até à ejaculação. Essa quantidade é a essencial para se poderem efectuar todos os testes necessários.
O volume médio normal do sémen é de 2-5 mL. A hipospermia (diminuição do volume do sémen) e a hiperspermia (aumento do volume do sémen) indicam um número reduzido ou ausência de espermatozóides.
Um pH ácido indica infecção pelo bacilo da tuberculose ou ausência congénita dos canais excretores.
A viscosidade aumentada e o aumento do tempo de liquefação (> 30 minutos) é indicação para análise genética do gene CFTR.
A concentração normal de espermatozóides é de ≥20 milhões/mL (oligozoospermia: diminuição da concentração dos espermatozóides; azoospermia: ausência de espermatozóides).
A mobilidade dos espermatozóides é variável, mas os fecundantes têm de apresentar uma mobilidade progressiva rápida de ≥25% do total (astenozoospermia: diminuição da mobilidade progressiva rápida dos espermatozóides; necrozoospermia: imobilidade total por morte dos espermatozóides).
A morfologia normal dos espermatozóides deve ser ≥15% (teratozoospermia: diminuição do número de espermatozóides morfologicamente normais).
A resistência da membrana (mede a capacidade da mobilidade durante os 1-2 dias necessários no trajecto desde o canal vaginal até encontrar e fecundar o ovócito na extremidade distal da trompa) é calculada pela vitalidade e pelo teste hipo-osmótico, que devem ser ≥60%.
A presença de células germinais imaturas indica descamação do epitélio germinal. Ocorre geralmente nas infecções ou na diminuição da qualidade e número dos espermatozóides.
A aglutinação de espermatozóides indica a presença de anticorpos anti-espermatozóide.
A presença de leucócitos, bactérias, fungos ou protozoários indica infecção. Obriga a espermocultura para identificação dos micro-organismos e posterior tratamento.

Criptorquidia

Situação congénita muito frequente em Portugal e caracterizada pela descida incompleta dos testículos para o escroto, ficando na região abdominal ou no canal inguinal. Causa azoospermia secretora. No caso de posição do testículo na região inguinal, a criptorquidia pode e deve ser corrigida cirurgicamente (orquidopexia: reposição do testículo na bolsa escrotal) até aos 2 anos de vida. No caso do testículo se encontrar na cavidade abdominal (por não se palpar na região inguinal), deve ser feito TAC ou RMN para saber onde se localiza. Uma vez localizado, a criança deve ser operada porque o testículo intra-abdominal degenera ou transforma-se numa neoplasia maligna. Se o exame não permitir visualizar o testículo na cavidade abdominal, então trata-se de uma ausência congénita do testículo (anorquidia), o que obriga a tratamento hormonal virilizante.

Anomalias endócrinas

Toda a criança de sexo masculino com anorquidia, criptorquidia, diminuição do volume testicular, atraso de crescimento ou atraso das características sexuais secundárias próprias da puberdade (pilosidade, voz, pénis) deve ser estudada em termos endocrinológicos. Os défices do desenvolvimento sexual tratam-se com testosterona e a estimulação da produção de espermatozóides faz-se com FSH e LH.

Anomalias do cariótipo

A alteração do número ou da estrutura dos cromossomas pode causar azoospermia secretora ou perda da qualidade do sémen. As anomalias nos espermatozóides podem causar incapacidade de fecundação, paragem do desenvolvimento embrionário, perda da qualidade embrionária, falhas da implantação, abortamentos de repetição ou fetos com anomalias estruturais. Um caso particular é o síndrome de Klinefelter (47,XXY), com estatura elevada e hipogonadismo.

Ejaculação retrógrada

Nos operados à próstata, o sémen durante a ejaculação pode refluir para a bexiga urinária em vez de ser expelido para o exterior através da uretra.

Anejaculação

As lesões da medula espinhal ou dos nervos pélvicos, as doenças vasculares, determinadas medicações e distúrbios psicológicos podem causar ausência de erecção e/ou de ejaculação (anejaculação). São relativamente frequentes nos casos das lesões vertebro-medulares, traumáticas (quedas, acidentes de viação, agressões) ou por tumores da medula espinhal, que geralmente se acompanham de paraplegia. Também são frequentes nos casos das lesões dos nervos pélvicos secundários à cirurgia oncológica abdominal ou às doenças neurodegenerativas. São também frequentes nas doenças que obstruem os vasos sanguíneos, como a diabetes, as doenças cardiovasculares e os acidentes cerebrovasculares. Em casos mais raros, a anejaculação é de causa psíquica.

Azoospermia obstrutiva

Deve-se a uma obstrução ou a ausência congénita dos canais genitais excretores (epidídimo, canal deferente). Nos casos de causa genética, os pacientes devem efectuar ecografia renal (existem casos associados a malformações dos rins), ecografia pélvica (para verificar se existem malformações das vesículas seminais ou malformações/obstrução dos canais ejaculadores), bem como um estudo das mutações genéticas do gene CFTR (inclusive da esposa se o marido tiver mutações do CFTR). Pode também se devida a vasectomia (método contraceptivo masculino: laqueação dos canais deferentes). Mais frequentemente, é secundária a infecções genitais (tuberculose; doenças de transmissão sexual: sífilis, gonorreia, clamidea, micoplasma, micoses, HPV, herpes genital), a cirurgia escrotal (hidrocelo, varicocelo, remoção de quistos de epidídimo, exérese de tumores testiculares, tentativa de recanalização dos canais excretores por anomalias da junção entre o epidídimo e o canal deferente ou por obstrução inflamatória do epidídimo; tentativa de recanalização do canal deferente após vasectomia) e a cirurgia de correcção de hérnia inguinal (herniorrafia).

Azoospermia secretora

Esta doença tem múltiplas causas, genéticas e secundárias. O paciente apresenta azoospermia porque o testículo não produz espermatozóides ou produz espermatozóides em número insuficiente. Pode ser devida a criptorquidia, anomalias do cariótipo, mutações genéticas do cromossoma Y, distúrbios endócrinos, infecção testicular (papeira), exposição a tóxicos ambientais e profissionais, ou a QT/RT.

Causa desconhecida (idiopática)

Cerca de 10% dos casos de infertilidade parecem apresentar todo o sistema genital sem problemas, mas mesmo assim são inférteis. Em muitos casos, existem anomalias moleculares dos espermatozóides, para os quais não existem testes de detecção. Frequentemente, estes só se descobrem durante a fecundação in vitro, momento em que se podem observar os ovócitos, a fecundação e o desenvolvimento embrionário. As causas mais frequentes são a incapacidade de ligação ou de penetração dos revestimentos externos do ovócito, a incapacidade de fusão com o ovócito ou de o activar após a fusão. As anomalias nos espermatozóides podem causar incapacidade de fecundação, paragem do desenvolvimento embrionário, perda da qualidade embrionária, falhas da implantação, abortamentos de repetição ou fetos com anomalias estruturais.

Lesões do escroto

Hidrocelo. Acumulação congénita de líquido no escroto. Causa diminuição da qualidade do sémen.
Varicocelo. Varizes do escroto. Causa diminuição da qualidade do sémen.
Quistos do epidídimo. Podem ser congénitos ou secundários a infecções. Podem causar azoospermia obstrutiva.
Torção testicular. Acidental. Pode levar à remoção cirúrgica do testículo (orquidectomia).
Traumatismos escrotais. Podem causar azoospermia secretora.

Tumores malignos

Os tumores malignos obrigam frequentemente à remoção cirúrgica do órgão, a quimioterapia (QT) e a radioterapia (RT). Quer a QT, quer a RT (se for pélvica), são agentes esterilizantes dos testículos. No caso dos tumores malignos atingirem os órgãos genitais, pode haver necessidade de remoção cirúrgica do testículo (orquidectomia).

Anomalias anatômicas

Alteração da morfologia dos genitais externos: intersexo. Alterações do tamanho e forma do pênis (micropênis), ou da localização do meato urinário (hipospádias; epispádias). Alterações do tamanho e localização dos testículos (hipotrofia: diminuição moderada do volume; atrofia: diminuição marcada do volume; criptorquidia; anorquidia: ausência congénita do testículo).
O casal com problemas de infertilidade deve consultar um especialista de Reprodução Medicamente Assistida (RMA), quer nas consultas de infertilidade dos hospitais públicos, quer nas clínicas privadas dessa especialidade.


Fonte: http://www.apfertilidade.org/web/index.php/causas-de-infertilidade-masculina

Ácido fólico melhora produção de espermatozóides


A ingestão de nutrientes como ácido fólico, encontrado em alimentos como os brócolis e o espinafre, e de zinco, presente sobretudo nas ostras, eleva a produção das células sexuais masculinas. Essa é a conclusão de um dos mais completos estudos realizados sobre os impactos da alimentação na produção de espermatozoides, realizado pela Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva.   

Durante 26 semanas, 103 homens considerados inférteis complementaram suas dietas com doses extras destes nutrientes. Ao fim, observaram um aumento de 74% no número de espermatozóides. Ao final do processo, ficou constatado que o zinco, atuante também na síntese do DNA (responsável pela transmissão dos caracteres hereditários), facilita a absorção do ácido fólico pelo organismo.

Segundo Durval Ribas Filho, médico nutrólogo e presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), uma dieta rica em ácido fólico é fundamental para a multiplicação celular, o que acaba resultando no aumento na produção dos espermatozóides. Ele afirma que é muito simples aumentar a ingestão de ácido fólico. "Verduras de folhas verdes como o espinafre, por exemplo, podem conter até 100 microgramas deste nutriente por porção", diz Durval.

A pesquisa conduzida na Holanda constatou um aumento na produção de células sexuais masculinas, mas não testou se elas eram boas ou ruins. Pelos padrões da Organização Mundial de Saúde, o bom reprodutor apresenta mais de 20 milhões de espermatozóides por mililitro de sêmen.

Outro estudo, feito pela Universidade da Califórnia, publicado recentemente pela revista Human Reproduction, sugeriu que uma dieta rica em ácido fólico pode proteger homens contra a produção de espermatozóides com anormalidades em seus cromossomos. Nesse estudo, foram analisadas amostras de espermatozóides de 97 homens saudáveis, não-fumantes, com idades entre 22 e 80 anos, e entrevistou-os para saber sobre sua ingestão de zinco, ácido fólico, vitaminas C e E e beta-caroteno.

Depois de levar em conta fatores como idade, consumo de bebidas alcoólicas e histórico médico, os cientistas constataram que os homens com maior ingestão de ácido fólico tinham um nível 19% mais baixo de espermatozóides com número anormal de cromossomos em relação aos homens que ingeriram uma quantidade moderada do nutriente, e 20% menor em relação a homens com baixa ingestão de ácido fólico. O presidente da ABRAN explica que o aumento de ácido fólico na dieta não implica necessariamente em espermatozóides mais saudáveis. "A dieta rica neste nutriente apenas nos permite estabelecer os níveis de ácido fólico que podem reduzir o risco de defeitos congênitos ligados aos pais, mas há outras questões também podem os espermatozóides, tudo depende dos hábitos que temos", alerta o médico nutrólogo.

Alimentos funcionais, nutrologia esportiva, dietoterapia e transtornos alimentares são alguns dos temas que serão debatidos no XII Congresso Brasileiro de Nutrologia. Realizado pela Associação Brasileira de Nutrologia, o evento reunirá médicos, estudantes de medicina e profissionais da saúde. Os interessados já podem se inscrever.



Fonte: http://www.bonde.com.br/bonde.php?id_bonde=1-27--11-20080806

Cistos de Ovário


A 1a coisa a explicar é o que são cistos, ou seja, são pequenas bolsinhas com conteúdo líquido e que, a princípio podem aparecer em qualquer parte do organismo.


Mas quanto as Cistos de Ovário?!
Todo mês, nos ovários, desenvolve-se um cisto que inicialmente é pequeno (5 a 9mm) cresce na primeira fase ciclo menstrual e atinge, na época da ovulação, a dimensão aproximada de 18mm. Estes recebem o nome de folículo e dentro está um óvulo. Na ovulação ele se rompe, o óvulo sai e se encaminha para as tubas (trompas) onde poderá ser fertilizado pelo espermatozóide - caso ocorra a relação sexual nesta época. Nesses casos, cisto não é problema e chama-se cisto funcional, isto é, decorrente do funcionamento normal do organismo. Entretanto, quando um ou mais cistos formam-se fora dessas características passam ser uma doença.


Quais são os tipos de Cistos de Ovário?!

Funcionais
São os mais comuns. Formam-se durante o processo de ovulação, período no qual a mulher produz pequenos nódulos que devem ser expelidos na menstruação. Quando não o são, formam o cisto. Tendem a regredir naturalmente.



Serosos
Secretam um líquido claro, transparente e de baixa viscosidade. Com características bem diferentes do funcional, o seroso não regride. Ao contrário, tende a crescer. O quanto antes for detectado, melhor o tratamento.


Teratomas ou Dermóides
São cistos preenchidos com vários tipos de tecidos do organismo. Podem ocorrer em qualquer idade e, eventualmente, se tornar malignos. O tratamento é a retirada do cisto por cirurgia..


Endometrióticos
São constituídos por células do endométrio (camada formada durante o ciclo reprodutivo e é mensalmente expulsa pela menstruação). Em seu interior, há um líquido sanguinolento, de cor achocolatada.


Malignos ou Carcinomas
São tumores císticos malignos que também se desenvolvem a partir das células que recobrem os ovários. Muitas vezes apresentam áreas sólidas no seu interior. O tratamento utiliza os mesmos preceitos do câncer de ovário.


Como os cistos são diagnosticados
Como os cistos de ovário não causam sintomas, na maioria das vezes, o diagnóstico é feito por meio do exame ginecológico anual. O médico pode perceber, ao toque vaginal, um aumento de um ou ambos os ovários e solicitar exames complementares para uma melhor avaliação.
A ultra-sonografia transvaginal é um dos principais exames para avaliar as características dos cistos de ovário. Entretanto, a ultra-sonografia não define com certeza se o cisto é benigno ou maligno.
A laparoscopia permite visualizar diretamente o cisto através de pequenas incisões no abdômen e, se necessário, retirá-lo.
A vantagem dela sobre a cirurgia convencional é o menor tempo de recuperação e internação, além de deixar uma pequena cicatriz.
Apesar de todos estes exames ajudarem na avaliação dos cistos ovarianos, o diagnóstico definitivo só pode ser feito através do exame histopatológico, ou seja, pela análise do tecido do cisto após sua retirada.

Quando é preciso Tratamento?!
O tratamento é indicado quando o cisto não é um cisto funcional ou quando um cisto funcional ultrapassa 40mm.
Na maioria das vezes, quando se tem boa certeza que o cisto é funcional, isto é, pequeno e sem áreas sólidas no seu interior, a mulher ficará em observação durante três a seis meses.

Medicamento
O anticoncepcional pode ser indicado como forma de avaliação, pois inibe a formação de novos cistos funcionais ao impedir a ovulação em si. Como esses cistos tendem a regredir em um a três meses, a presença de um cisto ovariano após três meses de uso de anticoncepcional requer, muitas vezes, sua retirada.
Existem algumas situações é necessária a retirada do cisto, pelo risco de malignidade:
  • Cisto de ovário com áreas sólidas no seu interior;
  • Crescimento anormal do cisto;
  • Cisto de ovário em crianças e adolescentes que não menstruaram ainda;
  • Cisto de ovário em mulheres na pós-menopausa.
Os medicamentos podem ser utilizados, como reguladores hormonais e tratamentos específicos para ovários policísticos como metformina.
Cirurgia

A técnica com menos efeitos nocivos ao organismo é a videolaparoscopia. Com pequenos cortes e guiado por uma minicâmera de vídeo, o especialista separa o cisto da parede do ovário e o retira.
Punção
Guiado pela ecografia, o especialista introduz pela vagina uma agulha especial até alcançar o interior do cisto. O líquido no interior é aspirado, fazendo com que o cisto murche. É colocado álcool no cisto para que este desidrate e fique com suas paredes.
Sintomas

A maioria dos cistos não apresenta sintomas. Quando eles surgem, são:

    Dor abdominal;
    Aumento do abdome;
    Alteração no ciclo menstrual;
    Perda de peso (em casos de cisto maligno).

Dicas

É fundamental que as mulheres façam exames periódicos - ao menos uma vez por ano - para prevenir ou evitar o crescimento descontrolado do cisto.
Controlar sempre os dias de menstruação. Se notar variações muito grandes, procurar o médico.
Nunca tomar anticoncepcionais ou indutores sem acompanhamento médico. Mulheres que sofrem de problemas como hipertensão, varizes, obesidade, etc, podem ter a saúde prejudicada com o uso, ou mesmo piorar ainda mais o problema.

O ovário policístico é um tipo diferente de doença e raramente é operado.
Fonte: http://www.santalucia.com.br/ginecologia/ e http://www.bancodesaude.com.br/

Proteína no útero pode estar ligada a infertilidade e abortos


Li esta matéria no site do Correio do Estado e achei bem interessante, sempre bom novas pesquisas que ajudem a descobrir possível problemas de infertilidade.
O cientistas do Imperial College London, na Inglaterra, descobriram uma enzima que age como um "interruptor da fertilidade" e dizem que suas descobertas podem ajudar a tratar casos de infertilidade e aborto espontâneo, além de levar ao desenvolvimento de novos anticoncepcionais.
O estudo, publicado esta semana na revista Nature Medicine relata a descoberta dos pesquisadores: altos níveis de uma proteína chamada SGK1 estão ligados à infertilidade, enquanto que níveis muito baixos tornam a mulher mais propensa a ter um aborto espontâneo.
Enzimas são proteínas que catalisam, ou aumentam as taxas de reações químicas no corpo. Segundo Jan Brosens, que liderou o estudo no Imperial College e agora está atuando na Universidade de Warwick, os resultados sugerem que novos tratamentos para fertilidade e aborto espontâneo poderiam ser concebidos em torno da SGK1.
“Eu imagino que no futuro poderemos, quem sabe, tratar a camada que reveste o útero da mulher inundando-o com drogas que bloqueiam a SGK1 antes dela se submeter à fertilização in vitro”, disse ele em um comunicado.
“Outra potencial aplicação é usar o aumento dos níveis de SGK1 como um novo método de contracepção.”
A infertilidade é um problema mundial que, estimam os especialistas, afeta entre 9% e 15% das pessoas da idade fértil. Mais da metade dos afetados procura aconselhamento médico, na esperança de finalmente ser capaz de se gerar um bebê.
Uma em cada 100 mulheres que tentam engravidar tem abortos de repetição, uma condição definida como a perda de três ou mais gestações consecutivas. Neste estudo, a equipe de Brosen analisou amostras de tecido da camada que reveste o útero, doados por 106 mulheres que estavam sendo tratadas por infertilidade sem explicação ou por abortos recorrentes.
Aquelas com infertilidade inexplicada estavam tentando engravidar por dois anos ou mais, e os motivos mais comuns para a infertilidade haviam sido descartados. Os pesquisadores descobriram que o revestimento do útero nessas mulheres tinha altos níveis de SGK1, enquanto as que sofriam de abortos recorrentes tinham baixos níveis dessa proteína.
Em novos experimentos – estes feitos com ratos – a equipe descobriu que os níveis de SGK1 no revestimento do útero caem durante a janela fértil.
Quando os pesquisadores implantaram cópias extras de um gene SGK1 no revestimento do útero, as ratas eram incapazes de engravidar. Isto sugere uma queda nos níveis de SGK1 é essencial para tornar o útero receptivo aos embriões, reportou o grupo.
Os pesquisadores disseram que qualquer tratamento futuro contra infertilidade que bloqueie a SGK1 precisaria ter um efeito de curto prazo, uma vez que baixos níveis da proteína após a concepção parecem estar relacionados ao aborto.
“Baixos níveis de SGK1 tornam o revestimento do útero vulnerável ao estresse celular, o que poderia explicar por que níveis baixos de SGK1 foram mais comuns em mulheres que tiveram abortos de repetição”, disse Madhuri Salker, do Imperial College, que também trabalhou no estudo.
“No futuro, talvez possamos fazer biópsias da mucosa que reveste o útero e identificar anormalidades que possam aumentar o risco de complicações na gravidez, para começarmos a tratá-los antes da mulher tentar engravidar.”
Fonte: http://www.correiodoestado.com.br/noticias/proteina-no-utero-esta-ligada-a-infertilidade-e-abortos-diz_129420/

Clamídia

 Uma doença silenciosa, que traz riscos a fertilidade e a saúde!


A clamídia é uma doença sexualmente transmissível (DST), que pode atingir homens e mulheres. É uma doença considerada 'silenciosa', pois 75% das mulheres e 50% dos homens não tem sintomas aparentes, ou seja, são assintomáticos. Por isso é recomendado que o exame seja feito 1 x ao ano e também em fases específicas como pré-núpcias, pré-gestação e pré-natal.
Essa infecção atinge principalmente a uretra e órgãos genitais, mas também pode contaminar a região anal e até a faringe, ocasionando problemas pulmonares. Caso não tratada a clamídia pode trazer problemas sérios a fertilidade, causando infertilidade tanto na mulher, quanto no homem. Já na gravidez, pode ser transmitida ao bebê na hora do parto, podendo causar conjuntivite ou mesmo pneumonia no bebê elém de aumentar aschances de parto prematuro.


Especificamente quanto a fertilidade:
- no homem pode causar a obstrução da uretra, impedindo a passagem dos espermatozóides, e também infecções, que podem causar a morte dos espermatozoides.
- na mulher, o maior risco é atravessar o útero e causar infecção nas trompas, causando obstrução e impedindo a passagem do óvulo, podendo também causar gestações ectópicas. 

Sintomas
Como descrevi acima a maioria das pessoas não tem sintomas, mas quando existem os sintomas são:
- Na mulher: corrimentos vaginais, sensação de quimação ao urinar, dor abdominal no baixo ventre e na parte baixa das costas, sangramento após relação sexual, dor durante as relações, febre, tontura, vômitos e até câimbras;
- No homem: corrimentos no pênis, sensação de queimação ao urinar e coceira, dor e inchaço na região testicular.

Tratamento
O tratamento é simples, quando diagnosticado logo, utilizando antibióticos, mas o parceiro também deve ser tratado para evitar novo contágio e durante o tratamento do casal é indicado apenas relação com preservativo.
Aliás, a melhor forma de prevenir a doença é o uso de preservativo!
Fique atenta(o) e peça ao seu médico o exame periodicamente.


Fonte:http://anunes.e-familyblog.com/note/42089/clam%C3%ADdia-uma-doen%C3%A7a-silenciosa-que-traz.html

SOPs e indutor de ovulação


Para as pacientes portadoras da Síndrome de Ovário Policístico, o uso de medicamentos indutores de ovulação (citrato de clomifeno) geralmente resulta em taxas de ovulação em 75% casos com de cerca de 30% gravidez. Caso não ocorra gestação ou ovulação adequada durante a monitorização ultra-sonográfica, após três a seis meses de tratamento, podem-se associar outros medicamentos.
Nas pacientes obesas com outros distúrbios endócrinos (resistência à insulina), problemas na supra-renal, a perda de peso e o uso de outros medicamentos como a Metformina e os corticóides também ajudam. Estes ciclos devem ser monitorados através da ultra-sonografia.
Anovulação normogonadotrófica
Estes pacientes têm níveis de prolactina e gonadotrofinas normais, e, ocasionalmente, relação LH/FSH elevada. Freqüentemente o que ocorre são distúrbios da pulsatilidade do GnRH e, conseqüentemente, das gonadotrofinas. As pacientes são oligomenorrêicas tendo uma certa atividade ovariana, geralmente menstruam após o uso de progestógenos. As pacientes com síndrome dos ovários policísticos e suas variantes encontram-se neste grupo. Podem apresentar hirsutismo e outros sinais de hiperandrogenismo, necessitando ocasionalmente investigação da atividade da glândula supra-renal. Nas pacientes com 17-OH-progesterona  aumentada (basal) ou aumento de 4x após estímulo com cortrosina têm diagnóstico de hiperplasia adrenal congênita sendo o tratamento com corticoides para diminuir o estímulo do ACTH sobre a supra-renal. Tratado o hiperandrogenismo estas pacientes normalmente voltam a ovular.
As pacientes com anovulação tipo normogonadotrófica necesssitam indução da ovulação. Aquelas com teste dos progestágenos positivo respondem em até 80% das vezes ao uso do citrato de clomifene. A dose inicial de citrato de clomifeno é de 50 mg/dia durante 5 dias, iniciando do segundo ao sexto dia após sangramento espontâneo ou induzido. Não ocorrendo ovulação a dose pode ser aumentada gradativamente até 250 mg/dia por 5 dias. Quando ocorre ovulação (níveis de progesterona elevados na segunda fase, regularidade menstrual, verificação da ovulação por ecografia transvaginal), a dose deve ser mantida por 10 ciclos ou menos quando ocorrer gestação. O ideal é o controle ecográfico mensal para verificar a presença de cistos ovarianos persistentes que contraindicam a indução no próximo ciclo. Os efeitos adversos do citrato de clomifene são distúrbios visuais, calorões, urticária e alopécia.
As vantagens do tratamento com citrato de clomifene em relação ao uso de gonadotrofinas são o menor risco de hiper estímulo ovariano e de gestação gemelar (Gysler e cols, 1982). Sem dúvida o citrato de clomifene é o indutor de ovulação mais barato e de uso mais simples, devendo ser a primeira escolha nas pacientes com teste de progestágeno positivo.
Nas pacientes obesas a redução de peso melhora o funcionamento ovariano e a resposta aos indutores, naquelas hiper androgênicas o uso de pílula anticoncepcional (com progestágeno pouco androgênico), por até 3 meses antes da indução da ovulação, facilita a resposta ovulatória.
As pacientes que não ovularam com citrato de clomifene  têm indicação de uso de gonadotrofinas ou GnRH pulsátil. As gonadotrofinas são disponíveis para uso intramuscular (gonadotrofina extraída da urina de mulheres menopausadas, com quantidades iguais de LH e de FSH) e para uso subcutâneo com preparados purificados de FSH e, mais recentemente, o FSH recombinante. O GnRH pulsátil em bomba de infusão não é prático, não teno uso clínico corrente.
Com o uso de gonadotrofinas as pacientes ovulam e têm taxas de gestação comparáveis as do citrato de clomifeno, entretanto a incidência de gestação múltipla e hiperestímulo ovariano é importante. Sempre que optarmos pelo uso de gonadotrofinas devemos fazer controle ecográfico do ciclo. Esquemas com baixa dose de gonadotrofinas, aumentando gradativamente (step-up) ou esquemas que iniciam com doses mais elevadas e após diminuem consideravelmente a dose (step-down) têm sido propostos para diminuir o número de gestações múltiplas, entretanto requerem controle exaustivo. Atualmente o uso de gonadotrofinas (FSH) em baixas doses é o que têm sido mais utilizado. O objetivo de todos os esquemas de indução de ovulação, que não envolvam procedimentos in vitro, é o recrutamento do menor número de folículos que possibilite ocorrer a dominância e seleção de, preferencialmente, apenas um folículo (23).
A diminuição de peso nas pacientes obesas deve ser incentivada, esta medida faz com que as pacientes tenham melhor resposta aos indutores da ovulação.


Fontes: Clínica Geras, Hospital de Clínicas

Ressonância Magnética de Pelve

Tem sido indicada sempre que possível com o ultrassom transvaginal com preparo intestinal para avaliar a presença de endometriose (focos de células que descamam na menstruação que se implantam dentro da pelve) Podemos ver focos de endometriose em ovários, junto ao útero, em alças intestinais e podemos ver uma das consequências da endometriose quando ocorrem aderências entre as estruturas pélvicas, alças intestinais, ligamentos. Com frequência e utilizada para avaliar focos de difícil alcance na cirurgia para melhor planejamento como, por exemplo, no septo reto vaginal que e uma parede que separa o reto da parede vaginal ou dependendo do acometimento das alças e eventualmente necessário avaliar a retirada de segmentos de alça para melhorar o quadro clinico que geralmente cursa com dor ou pode eventualmente estar relacionado à dificuldade para gravidez. 

Podemos avaliar também miomas quando a paciente precisa fazer cirurgia para retirada dos mesmos para não atrapalhar a gravidez e podemos avaliar os ovários em lesões suspeita de tumores