terça-feira, 15 de maio de 2012

Como conseguir o Zoladex pelo (SUS)

Acetato Goserelina (ZOLADEX)
Este pedido tem que ser a LME-Solicitação de Medicamentos de Dispensação Excepcional (fornecida pelo médico) com preenchimento legível, assinada e carimbada pelo médico, contendo o CPF do médico nas quatro vias do SUS. 

ATENÇÃO: Essas vias NÃO podem ser carbonadas! Têm que ser todas ORIGINAIS!

Laudo médico detalhado (unidade do sus, particular ou convênio) validade 60 dias.
Numero do sus do médico.
Receita Médica- validade 60 dias. em duas vias (tb originais) em formulário do SUS. (Caso a indicação p/o Zoladex seja de 3 meses, tem que ter 3 receitas - uma p/cada mês, em duas vias de cada).
Laudo de solicitação do medicamento- LME em 4 vias legíveis e sem rasuras, os campos 1 e 2 a 33, 34, 35, 37, 38 e 40 são obrigatórios. todas as informações solicitadas devem ser preenchidas à caneta, carimbo e assinatura do medico original em todas as vias. O medicamento deve ser prescrito com denominação comum com a apresentação da quantidade mensal. (validade por 60 dias).
Termo de consentimento preenchido e assinado pelo medico e paciente.

Xerox Identidade ou Certidão de Nascimento/Casamento e CPF ou Protocolo da paciente. Comprovante de residência também. 

Obs. Quem já tiver o cartão do SUS tem de levar. Quem não tiver, eles irão fornecer. 
IMPORTANTE: Na LME tem que constar o código do CID (com TODOS os dígitos: categoria de 4 caracteres - LETRA + 3 DÍGITOS), da paciente, ou seja, o tipo de endometriose que ela tem. Caso ela tenha + de uma (meu caso), tem que colocar o CID principal e o CID secundário. (É o campo no canto superior da LME).

CÓDIGOS DO CID 10- Patologias Dispensadas pela Portaria nº 2981

D25.0 - Leiomioma Submucoso do Útero.
D25.1 -  Leiomioma Intramural do Útero.
D25.2 -  Leiomioma Subseroso do Útero.
N80.0 - Endometriose do útero, adenomiose.
N80.1 - Endometriose do ovário.
N80.2 - Endometriose da trompa de Falópio.
N80.3 - Endometriose do peritônio Pélvico.
N80.4 - Endometriose do septo retovaginal e da vagina.
N80.5 - Endometriose do intestino. 
N80.6 - Endometriose em cicatriz cutânea.
N80.8 - Outra endometriose. 



IMPORTANTE: No dia da retirada do medicamento, leve um isopor de tamanho médio com gelo p/transportar o zoladex. Ele tem que ficar em temperatura inferior a 25ºC. Eles não informam isso... só soube quando cheguei lá p/buscar. 

Local de cadastramento e Retirada do Medicamento

((RIO FARMES))

Endereço: Rua Julio do carmo, S/N (Centro do Rio)
Cidade Nova- Rio de Janeiro
Em frente ao metrô da praça Onze
Horário de atendimento: Diariamente de 08:00 as 16:00 hs
Tel: 2333-3998/ 2333-3896 / 2332-8568 ou 2332-8569 .

Quando eu fui fazer o cadastramento eles já marcam o dia da retirada da medicação,
mais dizem se vai ser aprovado ainda ( mais é aprovado sim) 
"demorou uns 25 dias a analise"
Boa Sorte!!!


Em outros estados:
As informacoes abaixo foram copiadas da comunidade do Orkut "Endometriose Sem Limites
http://www.orkut.com/Main#Community.aspx?cmm=2207951

Estas infomacoes foram fornecidas na comunidade pelas portadoras e membros da mesma. Por favor, cheque as informacoes ANTES de levar a papelada para a obtencao do Zoladex, pois as mesma podem ter sido mudadas.

Abracos com carinho !



SÃO PAULO,SP CAPITAL:
- ir no Glicério: Varzea do Carmo, Grupo de Serviços Ambulatoriais do SUS
Endereço: Rua Leopoldo Miguez, 327 -CEP: 01518-020 - São Paulo.

- Retirar os formulários, levar para o médico preencher, voltar e entregar toda a papelada, com o laudo médico.

SALVADOR, BA: 
- Maternidade TYsilla Balbino, tem que pegar o protocolo para o médico preencher, levar a receita em 3 vias (pode ser do SUS ou medico credenciado) e xerox de alguns exames (mamografia, US transvagina, biopsia, laudo da laparoscopia) e xerox de documentos pessoais. Levar originais junto. Passar pela entrevista com assistente social (sempre no turno da manha).

Fortaleza, CE:
A portadora mora no interior do Ceará e conseguiu a medicação em Fortaleza.

- Fazer a inscrição na Regional do SUS da sua cidade, com xerox do CPF e RG e xerox do relatório da videolaparoscopia, da receita médica e da biopsia.

Há uma palestra com uma bioquimica e uma psicóloga sobre endometriose e os possíveis efeitos da medicação.

CAMPINAS, interior de SP:
- DIR XII
Rua Setembrino Carvalho, 1123. Atrás do prédio novo da SANASA.

Documentos Necessários: Cartão SUS, Formulário que o médico dá, SME que o médico fornece, Relatório médico em receituário (descrever sintomas e CID), 3 receitas em 2 vias (prescrever com nome do sal e posologia) , CIC, RG, hemograma, Papanicolau, e comprovante de endereço.

A portadora sugeriu que as receitas sejam feitas com datas em aberto, pois elas só têm validade de 1 mês. Precisa trazer um isopor e um gelo em gel, para levar o medicamento para casa.

RIO NEGRINHO-SC:
O procedimento é o seguinte:

- Solicitar um fornulário do SUS para a farmaceutica do Posto de Saúde- Central
- Preencher todos os dados seus, solicitados no formulário
- Cópia de todos os documentos pessoais, inclusive declarar a renda através de cópia da folha de pagamento sua e de seus familiares que convivem com você
- Duas vias da receita do Medicamento, fornecido pelo Médico
- Laudo da Laporoscopia
- Comprovante de residência
- Cópia do Cartão do SUS (que se não possuir é necessário fazê-lo, na mesma sede do Posto de Saúde, em uma sala da segunda ala, sala 02)
- Depois de tudo preenchido no Formulario ao que se refere a pessoa que está solicitando, precisa levar o mesmo até o seu médico para que ele preencha os dados clínicos seus e assine o mesmo.
- Depois de tudo pronto precisa entrega-lo no mesmo local em que retirou e aguardar a resposta que pode demorar alguns meses.
- Quando vir a resposta, alguns dias depois o medicamento chega em sua casa, uma por mês. E de cada 03 meses precisa entra com o processo novamente.

Tubarao, Florianopolis, SC:
- Em Tubarão, os processos são encaminhados para Floripa, então no SUS de Tubarão me indicaram entrar com o processo por aqui, mas levá-lo em mãos até Floripa. Deu certo, levou uns 20 dias. E foi necessário od seguintes docs:
-Declaração do médico especialista (com a indicação, diagnóstico, prazo de tratamento, e tratamento anterior e estágio q está a doença.
-Receituário médico contendo posologia diária e quantidade para consumo de 03 meses em comprimidos, ampolas/frascos.
-SME- Solicitação de Medicamentos Excepcionais- 2 vias, a segunda pode ser xerox- ALGUNS MÉDICOS JÁ POSSUEM, MAS ESSE DOC. É RETIRADO NO SUS E PREENCHIDO PELO MÉDICO!
-LAUDO PARA APAC-2 vias, a segunda pode ser xerox-ALGUNS MÉDICOS JÁ POSSUEM, MAS ESSE DOC. É RETIRADO NO SUS E PREENCHIDO PELO MÉDICO!
-TERMO DE CONSENTIMENTO- preenchido e assinado-Tbém retirado no SUS e assinado pelo paciente e médico.
-Exame obrigatório-hemograma completo com plaquetas.
-Xerox dos seguintes docs: exames solictados pelo médico, carteira de identidade, CPF, comporvante de residência (conta água, luz ou tel.),cartão nacional de saúde do paciente( será necessário apenas o número p/ preencher doc., serve o provisório).

Este procedimento serve também pra Fpolis.

PORTO ALEGRE-RS:
- pegar o formulário de SOLICITAÇÃO DE MEDICAMENTOS ESPECIAIS, na Secretaria de Saúde do Estado-RS, na Av. Borges de Medeiros , na esquina com Rua Riachuelo, no Centro de Porto Alegre.

Qualquer pessoa pode ir buscar este formulário, mesmo um funcionário do seu município ou pessoalmente. Eles te darão também uma lista dos documentos(cópias) e exames(cópias) a serem anexados.(Identidade, comprovante de residência, receita médica em duas vias, exames que comprovem a doença).

Pegue este formulário e leve ao seu Ginecologista para preencher. Reunido todo o material é só entregar no mesmo endereço. Não precisa ser pessoalmente. É preferível que algum funcionário do seu Município, o faça, porque é necessário ir seguidas vezes, para verificar o andamento do processo e eles preferem entregar aos funcionários de cada Município, se não forem de Porto Alegre. Tente conversar com Secretário de saúde de seus Municípios, para agilizarem os encaminhamentos.


Curitiba-PR:
- Tres vias do formulário de medicamentos especiais preenchidos pelo médico, carta de solicitação do médico, resultado do anatomopatológico, xerox de documentos pessoais, comprovante de endereço de 3 meses. Entre a solicitação, aprovação e receber a primeira dose demorou aproximadamente 35 dias. A solicitação deverá ser encaminhada para a Secretaria de Saúde Pública na Rua Barão do Rio Branco - centro.

Curitiba - PR:
Documentos são: identidade, comprovante de residencia, CPF, Carteirinha do SUS, exames anatopatologico(biopsia), e ou videolaparoscopia (todos os documentos e exames com xerox)
SME toda preenchida inclusive com o codigo CID(3 vias)
Carta do medico indicando o motivo da solicitação
Receita medica (3vias)
não esquecer de pedir pro medico colocar o codigo CID e o nome do principio ativo do medicamento que é GOSERELINA

demora em torno de 60 dias até liberarem a injeção

Vila Velha - ES:
* peguei uma papelada no CRE (são 3 folhas)
* Levei para o médico e preenchemos juntos, pois um dos papeis são informações do medicamento portanto vc deve ler com o medico para retirar possíveis duvidas.
* Levei estes papeis preenchidos, carimbados e assinados pelo medico de volta para o CRE junto com: cartão do sus, cópia do CPF, cópia do comprovante de residência e com estes documentos dei entrada no processo que vai passar por um auditor (dei entrada e agora depois de uma semana é para eu ligar se a injeção está la)
* para pegar a injeção tambem é simples é só ir com um cartão que lhe é entregue quando se da entrada no processo, CI, Isopor com gelo em gel. 

outro relato:

peguei uma papelada no IAPI (Bairro Soteco em V.V) (são 3 folhas)
* Levei para o médico (Ele mesmo preencheu, assinou, Etc).
* Levei estes papeis preenchidos, carimbados e assinados pelo medico de volta para o IAPI junto com: cartão do sus( também feito em Vila Velha/ES( Ed. Vila Park – ao lado do colégio Vasco Coutinho), cópia do CPF, cópia do comprovante de residência e com estes documentos dei entrada no processo que vai passar por uma auditoria (dei entrada e tenho que aguardar 05 dias úteis para eu ligar e saber se a farmácia dispõe deste medicamento, mas já sondei e sei que não estão em falta)
* para pegar a injeção tambem é simples é só ir com um cartão que lhe é entregue quando se da entrada no processo, CI, Isopor com gelo em gel.





segunda-feira, 14 de maio de 2012

TROMPAS OBSTRUÍDAS


A obstrução das trompas é considerada uma causa mecânica da infertilidade feminina. Estando obstruída, a trompa não conseguirá conduzir o óvulo do ovário até o útero, impedindo a fecundação e a gravidez.
Os fatores mais comuns que podem causar obstrução nas trompas são a endometriose, infecção pélvica e gravidez tubária. Mulheres que tenham feito laqueadura tiveram suas trompas obstruídas propositalmente.
A obstrução das trompas pode ser comprovada por um exame denominado Histero-salpingografia.



Muitas mulheres tem as trompas (ou tubas) uterinas obstruídas e isto impossibilita a gravidez espontânea. Na verdade, para maioria delas, esta lesão ocorreu de forma opcional, principalmente associado ao parto. Também é verdade que a maior parte destas mulheres está satisfeita com sua opção pela ligadura de trompas, mesmo quando passam por alguns incômodos, como sangramentos irregulatres e aumentados que podem até ser considerados efeitos colaterais associados ao tipo de técnica utilizada no procedimento.
No entanto, chega a 30% o número de mulhers arrependidas, especialmente entre aquelas que o fizeram antes dos trinta anos. Para estas descontentes, é importante saber que este processo pode ser revertido através da microcirurgia das trompas.


Basicamente, há dois tipos de abordagem cirurgica: a feita com a barriga aberta através de uma incisão semelhante a cesariana e aquela através da videolaparoscopia. Muitos trabalhos atualmente tem valorizado a opção pela video como um procedimento que pode trazer maior beneficio paras as pacientes com vantagens como: Cirurgia minimamente invasiva com incisões que variam de 0,5 a 1 cm; menor tempo de internação hospitalar com menos dor pós operatória  e menor tempo para rescuperação. Também são relevantes os detalhes técnico permitidos pela videolaparoscopia que são a visão em detalhes de maior aumento e proximidade sem a necessidade de se utlizar um microscopio cirurgico. O custo operacional da videolaparoscopia é maior do que a cirurgia aberta. Porém o custo efetivo de uma cirugia minimamente invasiva pode ser muito vantajoso.



Problemas nas trompas, quais os tratamentos?
Há vários tipos de cirurgia para corrigir bloqueios nas tubas de Falópio. O tipo específico de cirurgia que o seu médico fará dependerá da localização e extensão do bloqueio da tuba de Falópio.
Alguns procedimentos tubários podem ser realizados usando técnicas micro cirúrgicas, durante cirurgia   abdominal aberta ou usando laparoscopia através de uma pequena incisão. O cirurgião deve ter treino especial e perícia em técnicas de micro cirurgia e/ou laparoscopia.
Abaixo, há uma breve descrição dos procedimentos mais comuns:

Re-anastomose tubária caracteristicamente é usada para reverter uma obstrução tubária ou para   reparar uma porção da tuba de Falópio danificada pela doença. Esse procedimento geralmente é realizado durante laparotomia.
Salpingectomia, ou remoção de parte da tuba de Falópio, é feita para melhorar o índice de sucesso da fertilização in vitro (FIV), quando a tuba desenvolveu uma acumulação de fluido (hidro-salpinge).
Fimbrioplastia pode ser realizada quando a parte da tuba mais próxima do ovário é parcialmente ou totalmente bloqueada. Esse procedimento permite reconstruir as extremidades com franjas das tubas de Falópio.
Para um bloqueio tubário próximo do útero (oclusão proximal), um procedimento não-cirúrgico chamado de cateterização   tubária selectiva é o tratamento de primeira escolha. Usando-se fluoroscopia ou histeroscopia para guiar os instrumentos, o médico insere um cateter através do colo e do útero até ao interior da tuba de Falópio.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

ESPERMOGRAMA

Importante: a correta interpretação do espermograma não pode ser feita dissociada da história clínica, do exame físico e de outros exames que se façam necessários. Somente seu médico pode lhe dar um diagnóstico e propor um tratamento.

As informações aqui contidas servem exclusivamente como informação e orientação.


Volume:

O volume considerado normal é acima de 1,5 mL. Não existe um valor máximo para o volume do sêmen.
Valores abaixo de 1,5 mL podem representar fatores obstrutivos, como agenesia de deferentes, agenesia de vesículas seminais, fibrose cística, obstrução pós-cirurgias de próstata (RTU) e obstruções pós-infecções. Podem também mostrar ejaculação retrógrada (para a bexiga) em casos de pacientes com Diabetes, lesão medular ou doenças neurólogicas (ecslerose múltipla, entre outras). Podem também denotar problemas na coleta, como perda de conteúdo, assim como distúrbios hormonais (deficiência de androgênios).
Volume abaixo de 1,5 mL é denominado "hipoespermia".

pH:

O pH do sêmen mede a sua "acidez". Normalmente o sêmen é básico, ou seja, apresenta pH maior do que 7,0 (de 7,2 a 8,0).
Isso é muito importante quando ocorre a deposição do sêmen no fundo da vagina em uma relação sexual.
O pH da vagina é muito ácido (ao redor de 4,0) e ao encontrar este ambiente hostil, o sêmen básico "neutraliza" a acidez da vagina, mantendo os espermatozóides vivos.
Quem produz as substâncias necessárias para manter o sêmen com pH adequado são as vesículas seminais. Quando o pH do sêmen é ácido, devemos desconfiar de problemas com as vesículas, como hipoplasia, agenesia ou obstrução. Geralmente estes problemas estão acompanhados de volume diminuído.
Valores de pH altos são de pouco valor na prática clínica, pois com o tempo o pH aumenta naturalmente e este fato pode indicar um viés de análise do material.

Concentração:

O valor normal é acima de 15 milhões por mL de sêmen.
Valores inferiores a 15 milhões denotam falhas na produção de espermatozóides.
Concentração abaixo de 15 milhões por mL é denominada "oligozoospermia".
Motilidade:

Divide-se em 3:
MP (ou PR) - motilidade progressiva;
NP - motilidade não-progressiva;
IM - imóveis.
A soma de MP + NP, ou seja, a Motilidade Total, deve ser superior a 40%. De maneira análoga, a motilidade progressiva (MP ou PR) deve ser superior a 32%. 
A varicocele pode causar uma alteração de motildade. Além dela, podemos encontrar alterações nestes parâmentros em pacientes tabagistas, obesos, usuários de alguns tipos de medicamentos ou drogas ou com alterações genéticas.
Motilidade progressiva abaixo de 32% é denominada "astenozoospermia".

Vitalidade:

O valor normal é vitalidade acima de 58% de espermatozóides vivos.
Deve ser realizada em todos os exames, mas em especial naqueles casos em que a motilidade progressiva (MP) é menor do que 40%.
Valores menores que 58% indicam problemas na produção de espermatozóides ou no seu transporte.
É importante correlacionar a motilidade com a vitalidade, pois estes critérios estão intimamente relacionados; espermatozóides vivos, porém com baixa motilidade indicam problemas em seu flagelo; espermatozóides mortos e, logicamente imóveis, indicam problemas no epidídimo.
Vitalidade menor que 58% é denominada "necrozoospermia".
Morfologia:

Atualmente devemos nos valer apenas da Morfologia segundo os critérios de Krüger.
Assim, os valores normais são os maiores ou iguais a 4%.
No entanto, valores iguais ou menores do que 3%, denotam morfologia crítica e as chances de uma gravidez natural são praticamente nulas, já que o formato dos espermatozóides é tão alterado que eles não conseguem fertilizar o óvulo por não penetrar na zona pelúcida (camada de células que envolvem o óvulo). Nestes casos o tratamento de escolha é a fertilização in vitro pela técnica de ICSI.
É importante não confundir alterações da morfologia do sêmen com risco de mal-formações nos filhos, pois não existem estudos comprovando esta relação de maneira direta.
Morfologia menor de 4% é denominada "teratozoospermia".

Endometriose



O que é?
Endometriose é uma doença que acomete as mulheres em idade reprodutiva e que consiste na presença de endométrio em locais fora do útero.
Endométrio é a camada interna (revestimento interno) do útero, que é renovada mensalmente pela menstruação.
Onde se localiza?
Os locais mais comuns da endometriose são: Fundo de Saco de Douglas (atrás do útero), septo reto-vaginal (tecido entre a vagina e o reto), trompas, ovários, superfície do reto, ligamentos do útero, bexiga e parede da pélvis (peritôneo).
O que causa?
Há diversas teorias sobre as causas da endometriose. A principal delas é que, durante a menstruação, células do endométrio, o revestimento interno do útero, sejam enviadas pelas trompas para dentro do abdômen (cavidade peritoneal).
Há evidências que sugerem ser uma doença genética. Outras sugerem ser uma doença do sistema de defesa. Na realidade, sabe-se que as células do endométrio podem ser encontradas no líquido peritoneal em volta do útero em grande parte das mulheres. No entanto, apenas algumas mulheres desenvolvem a doença. Estima-se que 6 a 7% das mulheres tenham endometriose.

Quais os sintomas?
Os principais sintomas da endometriose são dor e infertilidade.
Aproximadamente 20% das mulheres têm apenas dor, 60% têm dor e infertilidade e 20% apenas infertilidade
A dor da endometriose pode se manifestar como uma cólica menstrual intensa, ou dor pélvica/abdominal à relação sexual, ou dor “no intestino” na época das menstruações, ou, ainda, uma mistura desses sintomas.
Quais os tipos de endometriose?
As teorias mais modernas parecem mostrar que existem três tipos de endometriose que podem até ser três doenças diferentes:
Endometriose Ovariana: caracterizada por cistos ovarianos que contêm sangue ou conteúdo de cor achocolatada.
Endometriose Peritoneal: onde os focos existem apenas no peritônio ou na parede pélvica.
Endometriose Profunda: devido à proximidade entre o útero e o intestino, a endometriose pode invadir áreas adjacentes ao útero conforme se vê na figura.
A principal característica dessa doença é a dor. Seu tratamento é difícil e, hoje, no Brasil, apenas poucos centros têm condição de fazer a cirurgia desse tipo de endometriose.
Tipos de endometriose profunda:
Endometriose reto sigmoide
Endometriose retro cervical
Endometriose septo-reto-vaginal
Endometriose – ligamentos útero-sacros
Endometriose intestinal
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico de suspeita da endometriose é feito por meio da história clínica, exame físico, ultrassom (ultrassonografia) endovaginal especializado, exame ginecológico, dosagem de marcadores e outros exames de laboratório.
Atenção especial deve ser dada ao exame de toque, fundamental no diagnóstico da endometriose profunda.
Pesquisas do Laboratório Fleury em São Paulo e da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo mostram que o ultrassom endovaginal é o primeiro método para diagnosticar a endometriose¹.
No entanto, esse não é um ultrassom endovaginal normal. Trata-se de um exame especializado que apenas profissionais especilizados estão aptos a realizar. O ultrassom endovaginal normal não é a mesma coisa e não substitui esse exame.
Essa pesquisa mostra ainda que, além do ultrassom endovaginal, pode-se realizar a Ressonância Magnética da Pélvis para o diagnóstico da endometriose profunda.
Outros serviços médicos, no Brasil, consideram que a ressonância nuclear magnética e também a ecocolonoscopia são úteis para o diagnóstico da endometriose.
Todos os especialistas concordam que o exame ginecológico é a melhor maneira para se fazer o diagnóstico de suspeita da endometriose, e que os exames de imagem devem ser feitos de acordo com o que existe de melhor no local.
A certeza, porém, só pode ser dada por meio do exame anatomopatológico da lesão, ou biópsia. Esta pode ser feita por meio de cirurgia aberta, ou laparotomia, ou, preferível, por laparoscopia. Laparoscopia é um procedimento de exame e manipulação da cavidade pélvico-abdominal por instrumentos de ótica e/ou vídeo, bem como de instrumentos cirúrgicos delicados que são introduzidos através de pequenos orifícios no abdome. É um procedimento cirúrgico realizado geralmente com anestesia geral. No entanto, hoje, com evidências clínicas suficientes, os médicos podem iniciar o tratamento mesmo sem a laparoscopia.
Especial atenção deve ser dada à paciente que pretende engravidar. Talvez seja necessário seu encaminhamento para um Centro de Reprodução Humana mesmo antes do tratamento da endometriose ser iniciado.
Outra principal atenção é a endometriose profunda. Sabe-se que cirurgias muito bem planejadas reduzem significativamente a dor nesses casos, mas essas cirurgias só são feitas em centros especializados.
Atualmente não há cura para a endometriose. No entanto, a dor e os sintomas dessa doença podem ser diminuídos e controlados.
As principais metas do tratamento são:
Aliviar ou reduzir a dor (e outros sintomas).
Diminuir o tamanho dos implantes.
Reverter ou limitar a progressão da doença.
Preservar ou restaurar a fertilidade.
Evitar ou adiar a recorrência da doença.
O tratamento cirúrgico pode ser feito com laparotomia ou laparoscopia. Os implantes de endometriose são destruídos por coagulação à laser, vaporização de alta frequência ou bisturi elétrico. A decisão cirúrgica é importante. A maior parte dos sucessos terapêuticos decorrem de uma primeira cirurgia bem planejada. Cirurgias repetidas são desaconselhadas, pois aumenta a chance de aderências peritoneais, tão prejudiciais como a própria doença.
O tratamento clínico de formas brandas em mulheres que não pretendem engravidar pode ser feito com anticoncepcionais orais, injetáveis, implantes subdérmicos ou intrauterinos. Há um certo consenso entre os estudiosos que o pior a fazer é não fazer nada, já que a doença pode ser evolutiva.
Em mulheres que pretendem engravidar, o tratamento pode ser feito com cirurgia e tratamento hormonal, ou tratamento hormonal e depois cirurgia. No entanto, estudos atuais mostram que em mulheres com endometriose e que não conseguem engravidar, a melhor alternativa é a fertilização in vitro, e que a presença de endometriose não afeta as taxas de gravidez quando esse método é escolhido².
Varias drogas têm sido usadas, mas poucas com resultados definitivos.
Trabalhos da Unicamp mostram uma melhora dos sintomas com o dispositivo intrauterino liberador de levonorgestrel.³
O mais importante no tratamento da endometriose é o planejamento das ações terapêuticas em comum acordo com o planejamento da gravidez pelo casal.
Em abril de 2005 foi editado o ESHRE guideline for the diagnosis and treatment of endometriosis pela European Society of Human Reproduction and Embryology. O resumo desse artigo pode ser obtido em ESHRE guideline for the diagnosis and treatment of endometriosis.
Em casos muito severos, a gravidez só será possível por meio de técnicas de fertilização assistida e inseminação artificial.


Infertilidade 

Em alguns casos a infertilidade é um sintoma de endometriose. Além disso, outros fatores tais como alterações da ovulação ou qualidade pobre do sêmen, podem estar envolvidos na infertilidade de um casal. Algumas mulheres que têm endometriose são capazes de engravidar, enquanto outras podem ser inférteis devido à endometriose isoladamente, ou em combinação com outros fatores. 


A endometriose pode impedir a gestação de várias formas. A endometriose na pelve, por exemplo, pode inflamar o tecido vizinho e produzir o crescimento de um tecido cicatricial (aderências). As faixas de tecido cicatricial podem unir os ovários, as tubas e os intestinos entre si. As aderências podem interferir com as tubas uterinas. Se os ovários são separados das tubas, os oócitos (óvulos) podem ter dificuldades para alcançá-las depois da ovulação. 

Os pesquisadores determinam outras possíveis causas que relacionam a endometriose com a infertilidade. Implantes localizados longe das tubas e dos ovários podem impedir a fertilidade e há evidências de que algo, talvez prostaglandinas ou outras substâncias produzidas por estes implantes, podem interferir na ovulação, com a entrada do oócito na tuba e com a fertilização. Os estudos mostraram que o risco de aborto espontâneo é maior em mulheres com endometriose não tratada. Atualmente não se sabe porquê a endometriose causa um risco maior de aborto. Além disso, substâncias químicas que podem ser tóxicas para o embrião foram achadas no líquido abdominal de mulheres com endometriose. Mudanças também, possívelmente no sistema imune seriam capazes de explicar o risco maior de abortar. 

fonte:http://drfranciscogonzaga.com.br/blog/?p=561





quarta-feira, 9 de maio de 2012

Aborto de Repetição (possíveis causas)



É preciso viver o luto para  investigar as razões físicas do aborto? Claro que não né? então vamos a algumas informações:




Fator Genético:
- cariótipo com Bandas G (exame a ser realizado pelo casal)
- teste de fragmentação do DNA do espermatozóide (exame para o marido)
- microdeleção do Cromossomo Y (exame para o marido em caso de espermograma com alteração severa ou alterações anatômicas na parte sexual masculina)
[Se houver sido realizada fertilização in vitro, conversar com a clínica sobre a qualidade dos embriões, pois embriões de baixa qualidade podem estar relacionados com falhas de implantação e abortos no início da gestação.  Outra causa é a idade feminina avançada que pode comprometer a qualidade mais intrínseca dos embriões, ainda que pareçam morfologicamente bons.  Espermatozóides com qualidade muito prejudicada também podem se relacionar com esse evento. ]

Fator Uterino:
- histeroscopia
- biópsia do endométrio (a coleta pode ser realizada durante a histeroscopia)
[Se houver desconfiança de incompetência istmo-cervical, é importante realizar controle com ultrassonografia transvaginal durante a gravidez, em caso de encurtamento do colo, realizar cerclagem e repouso.

Fator Hormonal:
- TSH e T4 Livre (hormônios da tireóide)
- Glicemia de jejum e pós-prandial
- Caso de abortos espontâneos muito no início da gravidez ou desconfiança de micro-abortos no início da implantação: dosagem de Progesterona 7 dias após a ovulação (geralmente no 21º dia do ciclo) e em caso de gravidez, repetir a dosagem durante as primeiras semanas; dosagem de Prolactina (após repouso de 30 min no laboratório).


Fator Imunológico:
- Crossmatch, a prova cruzada do sangue do casal
- células de defesa Natural Killer,
- fator anti-núcleo,
- anticorpos Anti-peroxidase tireoideana (TPO)
- Anti-tireoglobulina


Fator Hematológico:
- teste de Combs indireto (se a mulher tiver sangue RH negativo)
- dosagem de proteína C funcional e livre
- dosagem de proteína S funcional e livre
- antitrombina III
- Fator V de Leiden
- mutação no Gen da Protrombina
- homocisteína
- mutação 677 na enzima da MTHFR (pode-se realizar também a mutação 1298 na mesma enzima, porém somente poucos laboratórios especializados de pesquisa realizam)
- anticardiolipina
- anticoagulante lúpico


Fator Bacteriológico, Outras Infecções e diversos:
- pesquisa de Chlamydia no colo do útero
- pesquisa de micoplasma e ureaplasma no colo do útero
- pesquisa para Streptococus beta hemolítico na secreção vaginal
- sorologia para Citomegalovirus
- sorologia para toxoplasmos
- sorologia para brucelose
- sorologias para doenças sexualmente tranmissíveis e outras: Sorologia para HIV 1 e 2, Sorologia para HTVL I e II, Pesquisa de HbsAg, Pesquisa de Anti-HB-c, Anti HCV, VDRL.




CAUSAS DO ABORTO DE REPETIÇÃO:

Causas genéticas 
A anormalidade mais freqüente é a translocação balanceada observada no cariótipo de um dos parceiros. Outras anormalidades cromossômicas que podem ser encontradas são: mosaicismo sexual, inversão cromossômica e cromossomos em anel. Essas aberrações cromossômicas irão gerar embriões com cromossomopatias, evoluindo para aborto.
Causas endócrinas
Dentre elas a mais relatada é a Insuficiência de Corpo Lúteo, caracterizada por uma produção diminuída de progesterona na segunda fase do ciclo, período de implantação, onde tal hormônio tem participação fundamental. A suplementação de progesterona na segunda fase do ciclo é bastante discutida. Diabetes mellitus se mostra envolvido na etiologia do aborto de repetição desde que esteja descontrolado. Patologias da tireóide (hiper e hipotireoidismo) quando bem controladas não se relacionam com aborto de repetição, porém é sabido que anticorpos antitireoidianos estão intimamente relacionados com o problema, embora o mecanismo não seja conhecido.
Causas anatômicas
As mais descritas são: malformações uterinas (mullerianas ou exposição DES), pólipos uterinos, sinéquias, miomatose uterina, incompetência istmo cervical. Algumas alterações anatômicas são mais relacionadas com perdas gestacionais tardias (durante o segundo trimestre) ou trabalho de parto prematuro, como por exemplo: incompetência istmo-cervical, miomatose uterina.
Causas infecciosas 
Atualmente é bastante questionável a relação entre infecções genitais por clamídia, micoplasma e ureaplasma e a elevada incidência de aborto de repetição.
Causas hematológicas
Nos últimos anos, tem-se descrito uma relação entre distúrbios da coagulação, tendência a tromboembolismos (trombofilias), com maus resultados gestacionais, entre eles abortos de repetição e infertilidade. Entre as trombofilias descritas como tendo relação com abortos de repetição podemos destacar trombofilias hereditárias e adquiridas.
Causas imunológicas
Podem ser divididas em causas autoimunes, aloimunes e síndrome antifosfolípide.
Causas ambientais
É descrita uma maior incidência de abortos espontâneos em pessoas com hábito de ingestão excessiva de café, álcool e tabagismo. É sabido o efeito abortivo da radiação, embora não haja determinação de dose especifica. Gases anestésicos também parecem elevar o risco de aborto. Exercício físico parece não estar relacionado como causa de aborto precoce. Microondas, ultra-som e terminais de vídeo parecem não elevar a taxa de aborto.
Causas desconhecidas
Em 20% dos casos de aborto de repetição não é possível determinar uma causa específica, o que abre um campo vasto para novas pesquisas. 



quarta-feira, 2 de maio de 2012

Entenda a Ovulação


Dias do período fértil da mulher
1. Você está fértil quando um de seus ovários libera um óvulo, já maduro. O processo, chamado ovulação, acontece:
a)no meio do seu ciclo menstrual
b)14 dias antes da menstruação seguinte
c)um dia antes de menstruar


2. Se a ovulação é irregular, você terá mais chances, se tiver relações:
a)duas vezes por semana
b)uma vez por semana, de preferência na segunda-feira
c)começando no décimo dia do ciclo, dia sim, dia não, durante sete ou oito dias


3 - Para engravidar, melhor ter relações:
a)de manhã
b)ao meio-dia
c)à noite


4. Se você quer, realmente, engravidar, o melhor a fazer, é:
a)o mapa astral do casal
b)saber se você ovula e quando
c)regularizar seu ciclo menstrual


5. Para aumentar as chances de gravidez, a relação sexual deve acontecer:
a)assim que termina a menstruação
b)um ou dois dias antes da ovulação
c)no dia da ovulação

6. Se a menstruação é irregular, impossível saber quando você ovula:
a)a afirmação está certa
b)é mais difícil mas podemos tentar
c)é fácil saber mesmo quando o ciclo é irregular

7. Perto da ovulação, os seios ficam sensíveis e doloridos:
a)algumas mulheres percebem desta forma a proximidade da ovulação
b)a afirmativa não tem qualquer fundamento
c)todas as mulheres notam estes sintomas perto da ovulação

8. Perto da ovulação, o muco cervical ganha a consistência de:
a)clara de ovo crua
b)arroz muito cozido
c)espuma

9. Para saber se está ovulando, precisa tirar, todos os dias, a temperatura:
a)depois da relação sexual
b)fora do período menstrual
c)logo ao acordar, antes mesmo de sair da cama

10. Depois quanto tempo sem engravidar, deve-se procurar um especialista em Reprodução Humana?
a)três meses é o tempo de se notar que há problemas
b)seis meses é o máximo que se deve esperar
c)em geral, só depois de um ano se justifica a preocupação



Vamos conferir os resultados?

1 - b
Na verdade, pode haver uma variação na ovulação, de mês para mês. Tudo depende da duração do ciclo menstrual. O padrão é de 28 dias, contando a partir do primeiro dia da menstruação, ou seja, a mulher deveria ovular por volta do 14º dia. Em ciclos mais curtos de 24 a 25 dias, isto aconteceria um pouco antes (no 12º dia) e nos mais prolongados, como 35 dias, depois, lá pelo 17º dia. Em qualquer tipo de ciclo, você pode engravidar, tanto nos três dias anteriores à ovulação, quanto nos dois posteriores.

2 - c
É claro que quanto mais você tiver relações sexuais, maior sua chance de engravidar. Embora seja verdade que a densidade do esperma em cada ejaculação diminui com os freqüentes orgasmos, o que realmente importa é que algum esperma permanece nas trompas da mulher durante o tempo da ovulação. Você pode ter relações sexuais todo dia, é claro, mas dias alternados, durante seu período fértil, é o suficiente.

3 - a
Os hormônios masculinos e a concentração de espermatozóides estão mais potencializados de manhã. Conseqüentemente, relações sexuais neste período aumentam suas chances de engravidar.

4 - b
Para quem tem o período menstrual regular, é mais fácil calcular a ovulação mas é possível também, mesmo com períodos irregulares, saber exatamente quando você vai ovular. É o mais importante, pois assim as relações sexuais podem ser programadas, aumentando suas chances de engravidar.

5 - b
Os espermatozóides resistem até cinco dias, mas o óvulo sobrevive apenas, de 12 a 24 horas. Para aumentar a chance de gravidez, tenha relações sexuais um ou dois dias antes da ovulação. Dessa forma, há grande chance de que um bom suprimento de espermatozóides saudáveis estejam esperando nas trompas, quando o óvulo for liberado.

6 - b
Se seu período é irregular, vai ser difícil saber ao certo quando acontece a ovulação, mas não é impossível. Tente anotar, a cada mês, o dia em que você ovula. Por exemplo, se seu ciclo é de 28 dias em um mês, 25 dias no próximo, e 30 no mês seguinte, tire17 dias do seu ciclo mais curto e 11 do seu ciclo mais longo. Os dias entre os dois períodos são aqueles em que você provavelmente estará fértil: entre o oitavo e o décimo nono dia.

7 - a
Enquanto algumas mulheres acham difícil saber se estão ovulando, outras percebem facilmente: seios mais sensíveis, queixam-se de dor na altura da pélvis e aumento do muco cervical.

8 - a
A textura do muco cervical muda, fica transparente, parecida com uma clara de ovo crua. Muitas vezes chega a umedecer a calcinha.


9 - c
Os altos índices de progesterona, presentes no corpo depois da ovulação, elevam a temperatura entre 0,2 e 0,6 graus. Para garantir o resultado, faça o teste durante três meses, começando no primeiro dia do período menstrual. A temperatura mais alta indica que você está ovulando.

10 - c
Mesmo que esteja tudo em ordem com o casal, pode levar um ano para a mulher engravidar. Só depois disso, se justifica procurar um especialista em infertilidade. É bom lembrar, entretanto, que a fertilidade cai com a idade, assim, se você tem mais de 35 anos, após seis meses de tentativa, seria interessante consultar um especialista.


Ovulação


Ovulação é o processo no ciclo menstrual no qual o folículo ovariano maduro rompe e libera o ovo (oócito ou gameta feminino) que participa na reprodução. O processo de ovulação é controlado pelo hipotálamo do cérebro e através da liberação de hormônios (hormônio luteinizante e hormônio estimulador do folículo) secretados no lóbulo anterior da glândula pituitária. Na fase pré-ovulação (folicular) do ciclo menstrual, o folículo ovário passa por uma série de transformações. Depois que isso acontece, forma-se um buraco pelo qual sai o ovo. A ovulação é desencadeada pelo pico na quantidade de hormônio luteinizante e hormônio estimulador do folículo liberados pela glândula pituitária. Após a ovulação, o ovo viaja através dos tubos de falópio até o útero. Caso o ovo seja fertilizado pelo esperma, pode ser implantado no útero 6 a 12 dias depois. Caso não seja fertilizado, o ovo se degradará nos tubos de falópio dentro de 24 horas. Os poucos dias próximos à ovulação constituem a fase fértil. O tempo médio para a ovulação é de 14 dias no ciclo menstrual médio de 28 dias. É normal que o dia da ovulação varie da média, sendo comum estar entre o décimo e décimo-nono dia do ciclo menstrual. A duração do ciclo menstrual por si só não é um indicador confiável do dia da ovulação. Ainda que em geral ovulação mais cedo resulte em ciclo menstrual menor (e vice-versa), a fase pós-ovulação do ciclo pode variar em até uma semana de mulher para mulher.

Sintomas da ovulação

O começo da ovulação pode ser detectado por vários sinais e sintomas. As mulheres perto da ovulação experimentam mudanças no cérvix, no muco produzido pelo cérvix, e na temperatura basal. Além disso, várias mulheres experimentam sintomas secundário de fertilidade como mittelschmerz (dor associada à ovulação, do alemão "dor no meio") e sensibilidade mais forte aos odores. Muitas mulheres sentem elevação no desejo sexual nos dias antes da ovulação.

Indução da ovulação

Em termos gerais, a administração de hormônio luteinizante ou hormônio estimulador do folículo pode induzir a ovulação e permitir a concepção. A indução da ovulação é um auxílio promissor para a concepção em mulheres com síndrome do ovário policístico e oligomenorréia.


Riscos da indução da ovulação

Todo medicamento para induzir a ovulação carrega o risco de efeitos colaterais. Um estudo recente levantou a possibilidade de relação entre os agentes que induzem a ovulação e elevação do risco de câncer no ovário.

Supressão da ovulação

A maioria dos anticoncepcionais hormonais visa a supressão da fase da ovulação do ciclo menstrual. Estradiol e progesterona, tomados em variadas formas de anticoncepcionais -- como pílula anticoncepcional, adesivos e injeção -- reproduzem os níveis hormonais do ciclo menstrual para inibir a ovulação.