quarta-feira, 6 de julho de 2011

Como aumentar sua fertilidade naturalmente


Problemas de fertilidade: É possível conseguir engravidar de forma natural.
Os mecanismos biológicos são tão complexos, que o acontecimento de uma gravidez realmente é um milagre da vida.
Apesar da maioria das pessoas terem sua fertilidade garantida, os casais que estão planejando um bebê precisam estar em um nível hormonal, anatõmico e fisiológico adequados para que eles consigam.
Com todo o stress e fadiga impostos aos nossos corpos pela agitação do dia-a-dia, e algumas vezes pelo estilo de vida não saudável, é de se esperar que um quarto de todos os casais que querem iniciar uma família venham a ter problemas para engravidar.
Felizmente existem algumas pequenas coisas que estes casais podem fazer para se cuidar, sem precisar de interferência médica e que aumentam significantemente suas chances de conceber.
Como a concepção ocorre?
A concepção, o início de uma vida, começa quando uma célula de espermatozóide do homem fertiliza um óvulo da mulher e se torna um embrião. Isso ocorre dentro de uma das trompas de falópio da mulher e então o embrião é transportado até o útero, onde irá se fixar e a gestação então irá começar.
Isto pode parecer simples e óbvio, mas o processo exige uma delicada sintonia biológica. Um óvulo precisa ser liberado regularmente a cada mês de um dos ovários, um processo que só pode acontecer se uma complicada série de acontecimentos hormonais ocorrerem sem nenhuma interferência.
Este óvulo então precisa conseguir se mover livremente dentro de uma trompa desbloqueada onde poderá ser fertilizado por um espermatozóide e depois disso conseguir chegar ao útero.
O esperma precisa ser saudável, cheio de espermatozóides que consigam se locomover, para que apenas um consiga penetrar o óvulo e transformar-se em um embrião.
Então, o revestimento do útero precisa também ser receptivo ã  este embrião, para que ele possa se fixar e então começar a produzir os hormônios necessários para manter a gravidez.
Cada um destes simples porém essenciais componentes de fertilidade podem ser facilmente abalados por um grande número de fatores desfavoráveis. Muitos, inclusive, estão sob o seu controle!

Antes de começar

Não adianta você se esforçar a engravidar todos os meses, se alguns requisitos necessários não forem cumpridos.
Então comece com um “cuidado pré-concepção” pelo menos três meses antes de começar a tentar. Você precisa se planejar porque o  mais delicado na formação do bebê é bem nos primeiros dias e semanas e que pode afetar toda a gestação.

Complemente o ácido Fólico

Uma dose extra de 400mg de ácido fólico reduz muito as chances de espinha bífida. Esta dose pode ser aumentada para 600mg se você já teve algum bebê nesta situação.

Verifique sua imunidade contra rubéola

A maioria das mulheres estão imunizadas contra rubéola já desde crianças devido à vacinação.
A rubéola pode afetar seriamente a visão e a audição do bebê em formação, podendo também causar danos ao cérebro e coração, se a mãe contrair a doença nos primeiros 4 meses de gestação. Toda mulher que não tem certeza se está imune, deve pedir um exame de sangue e se vacinar 3 meses antes de começar a tentar engravidar.
Nunca tome a vacina se você desconfiar que pode estar grávida.

Outras dicas

Você e seu companheiro devem ter alguns cuidados ao planejar uma família antes mesmo da gravidez. Isso inclui qualquer hábito de risco, hereditariedade ou  prescritos, doenças sexualmente transmissíveis ou AIDS.
Fale com seu médico antes de começar a tentar se você sofre de algum problema descrito acima.
Segure a ansiedade e espere 3 meses depois de parar com a pílula (já aproveite para começar o ácido fólico).
Pare de fumar, elimine totalmente o consumo de álcool.
Procure um geneticista caso exista algum problema de saúde sério genético em sua família.

Como aumentar sua fertilidade naturalmente

Um casal é considerado normal se ele conseguir engravidar até os 18 meses de tentativas.
Mesmo assim, para os mais impacientes e ansiosos, quando a gravidez não acontece imediatamente, e para todos que querem procurar ajuda médica, saibam que existe alguns métodos naturais para melhorar sua fertilidade.

Sua idade

Hoje em dia, o mundo moderno diz que a melhor coisa é ser mãe com uma idade mais avançada, mas quanto mais velha você se torna, menos fértil você fica.
E isso acontece para os homens também. Para as mulheres, isso acontece principalmente porque os óvulos já estavam no corpo da mulher desde que ela nasceu. Com o avanço da idade acontece uma redução progressiva da quantidade e da qualidade deles, porque eles vão envelhecendo. A fertilidade começa a cair drasticamente após os 35 anos.
Os homens costumam ser capazes de engravidar uma mulher mesmo aos 70 anos, mas após os 55 eles começam a ter uma redução gradual de produção de espermatozóides e testosterona que progride conforme a idade, e principalmente aparecem as disfunções de ereção, que pode tornar o  algo mais problemático.

O ato sexual

A frequência da relação é outro fator crítico para a fertilidade. Se a frequência for menos de 1 vez por semana, as chances de engravidar são muito pequenas.
Também, o sexo precisa envolver uma penetração profunda para que os espermatozóides sejam depositados facilmente ao colo do útero.
O momento também é algo super importante. A fertilização só ocorre se o sexo acontecer no período próximo à ovulação. O óvulo é liberado entre 13 a 18 dias antes da próxima menstruação e sobrevive até no máximo 24 horas.
O espermatozóide sobrevive dentro da mulher por 2 até 4 dias e são mais numerosos se o homem apenas fizer sexo a cada dois dias, então o sexo deve ser feito dia sim dia não do dia 11 ao 16 do ciclo para maximizar as chances.

Como prever se estou ovulando?

Em um ciclo menstrual normal é fácil de se prever a ovulação. Ela acontece entre 13 a 17 dias antes da próxima menstruação. Porém se o ciclo é irregular, fica muito mais difícil de se prever. Você pode melhorar a previsão utilizando alguns destes métodos:

Temperatura Basal

Sua temperatura tirada todas as manhãs salta no dia da ovulação.

Muco cervical

O muco vaginal da mulher muda conforme o período de fertilidade em que ela está.

Teste de ovulação

Estes testes podem ser comprados e são feitos como testes de gravidez. Eles mudam de cor quando detectam o hormônio que é liberado logo antes da ovulação.

Pare de beber

O excesso de álcool pode causar impotência e redução de espermatozóides nos homens, e aumentar o risco de infertilidade e aborto nas mulheres. Pare com o álcool por pelo menos quatro meses antes das tentativas.

Não fume

A fumaça do cigarro é tóxica tanto para óvulos quanto para espermatozóides, e inclusive para o desenvolvimento do embrião. Os fumantes levam 30% mais tempo para conceber do que os não fumantes e possuem menos chances de resultados de sucesso em fertilizações artificiais. Então pare agora mesmo!

Não use outras drogas

Drogas ilícitas como maconha, cocaína e heroína diminuem os níveis dos hormônios sexuais, além de causar aborto, má-formação e parto prematuro.

Sua dieta

Uma dieta saudável começa pelo menos por 4 meses antes de você conceber, pois irá limpar seu corpo e corrigir deficiências nutricionais. Coma gorduras insaturadas, ômega 3, óleos derivados de peixe, fibras, carboidratos complexos e evite derivados de soja. Elimine todas as  que contenham cafeína e todos os estimulantes (chocolates) e açúcar refinado. Chás naturais, água e sucos de fruta (SEM AÇÚCAR) são as melhores escolhas.

Além do ácido fólico, inclua zinco (30mg por dia), selênio (100mg por dia), gorduras essenciais como óleo de linhaça (1000mg por dia) e vitaminas do complexo B em sua dieta. Vitamina E, C, A e ferro são importantes também. Parece vitaminas demais, mas se você comprar um polivitamínico específico para grávidas, você vai ver que está tudo incluído lá.

Exercícios

Exercícios moderados regulares trazem benefícios à saúde. Lembre-se também que excesso de exercícios e shorts apertados podem reduzir a fertilidade masculina, além de sessões prolongadas de  podem causar impotência temporária.

Evite o stress

Excesso de stress sem dúvida interfere nos hormônios sexuais e o ciclo menstrual. Dificuldade de engravidar pode iniciar tensão e ocasionar stress.
Tente identificar as fontes de tensão e evite-as. Fale com seu médico sobre as suas preocupações que possam estar interferindo em sua vida.

Controle seu peso

Estar acima do peso prejudica significantemente sua fertilidade. Também, mudar a qualidade ou quantidade da sua dieta quando se está grávida pode ser perigoso para mamãe e para o bebê. Então tenha certeza de que seu peso é ideal para seu corpo antes de engravidar.

Quando procurar um médico

Para a maioria dos casais, em cada mês, eles possuem 1 chance dentre 5 ou 6 de conseguirem engravidar – as mesmas chances de tirar 6 em um dado. Se você continuar jogando o dado ou continuar tentando engravidar todos os meses, suas chances aumentam a cada tentativa.
Seu médico pode te oferecer conselhos sobre os medicamentos que podem reduzir a fertilidade ou oferecer perigo potencial para o embrião. E tudo que pode ser evitado deve ser evitado!

Iniciando as investigações

Os ginecologistas iniciam com pequenos exames e se nada for encontrado, vão aprofundando as buscas, desde investigação sobre o homem, até ovulação, trompas, etc.
Alguns tratamentos de fertilidade incluem cirurgias nas trompas ou indução de ovulação, até fertilização artificial.

Massagem da Fertilidade

Você pode fazer drenagem linfática na região dos órgãos reprodutivos.
Boa sorte com seus planos de iniciar uma família, e principalmente, curta as tentativas!




Fonte/créditos:http://gravidez.mamaeonline.com/como-aumentar-sua-fertilidade-naturalmente/

Teste Pós-Coito ou Teste Sims-Huhner, pra que serve? Funciona mesmo?

O teste pós-coito avalia a interação entre os espermatozóides e o muco cervical.  É um teste antigo, existindo desde 1868.  Sabemos que no período fértil, o corpo feminino produz um muco cervical elástico e consistente que é normalmente apropriado para a trajetória dos espermatozóides.  Portanto o teste somente pode ser aplicado durante o período fértil, normalmente logo antes da ovulação, que é o período em que o muco encontra-se mais elástico e apropriado.  Em ciclos anovulatórios (sem ovulação), não há como se aplicar este teste, uma vez que não haverá o muco apropriado.  
Se o médico observar que o muco encontra-se com características inapropriadas, não há a necessidade de aplicar o teste, pois o resultado deverá ser negativo.  Atualmente a data do teste tem sido estipulada com ajuda de controle de ultrassonografia seriada para avaliar o momento da ovulação, sendo o teste pós-coital realizado quando o folículo dominante atingir tamanho acima de 18mm. 
O casal é orientado para ter relações em casa e posteriormente apenas a mulher comparecer a clínica para a coleta do material retirado do colo uterino.  O tempo em que a paciente deva comparecer a clínica varia de acordo com o procedimento de cada local.  Algumas clínicas pedem 2 horas de intervalo, outras 4 horas, enquanto algumas outras pedem 10 horas, ou que venha na manhã do dia seguinte.  Normalmente a clínica orienta o casal para ter relações e cuidados após relações da mesma forma que normalmente realizam, afim de obter um resultado realista.  Por exemplo, se a mulher não costuma a fazer qualquer repouso após as relações, que repita esse procedimento.  No entanto há clínicas que orientam a mulher a seguir alguns procedimentos, como alguns minutos de repouso após o coito.
Alguns especialistas consideram que o teste é positivo quando num microscópico com aumento de 400 vezes se observa 5 espermatozóides com progressão linear.  Outros consideram o resultado positivo com apenas 1 espermatozóide com progressão linear por campo.  Ainda encontramos especialistas que consideram que o correto são 10 espermatozóides por campo, e, além disso, avaliam a velocidade de movimentação.
Um teste positivo indica que as condições hormonais feminina estão corretas, o coito foi apropriado, o ambiente do colo uterino está propício, os espermatozóides estão em boas condições e não há reações imunológicas adversas contra os espermatozóides.  No entanto não é uma garantia de que os espermatozóides conseguirão alcançar o óvulo e penetra-lo.
O teste de Sims-Huhner negativo indica alguma dificuldade neste complexo processo.  Podendo tratar-se de problemas no ato sexual.  Ou relacionar-se com alterações hormonais femininas, desde a não ovulação a apenas a produção inapropriada do muco cervical.  Alterações nos espermatozóides também podem explicar o resultado.
No entanto o resultado negativo não é uma impossibilidade de gravidez no natural por si só.  O resultado pode se alterar entre um ciclo e outro.  É possível que o momento escolhido para a realização do teste não tenha sido o mais propício, pois o muco não é constante em todo o período fértil.  Problemas ovulatórios podem ou não ser passíveis de solução, portanto ocasionando um teste positivo em outro ciclo após a correção dos mesmos.  As condições dos espermatozóides também sofrem alterações entre um momento e outro.  Além disso, os espermatozóides saudáveis podem eventualmente estar concentrados em outra região do útero propiciando um falso negativo.  O único item que sofre pouca mudança é a questão imunológica.  Se a mulher tiver anticorpo antiespermatozóide, é possível que este consiga matar os espermatozóides em qualquer ciclo, neste caso o indicado seria realmente a Inseminação Artificial. 
De todas as mulheres que se submetem a este teste, uma grande quantidade recebe um resultado negativo.  No entanto, muitas dessas vêem a obter uma gravidez natural futuramente, já tendo havido relato de gravidez no mesmo ciclo em que o teste deu negativo.  Por esta razão, muitas clínicas estão abandonando o teste pós-coito, por considerar o resultado pouco conclusivo.








Fonte/créditos:http://rose_rj.e-familyblog.com/note/5496/teste-p%C3%B3scoito-ou-teste-simshuhner-pra.html

Muco pode matar Espermatozóides

Existe um tipo de infertilidade feminina que é, no mínimo, muito curiosa. É aquela provocada pelo muco cervical hostil, que permite a passagem do espermatozóide para o útero e tubas uterinas e muda em volume e em quantidade na ovulação.


Por problemas de acidez, causada por distúrbios na ovulação, ou fator imunológico, o muco acaba matando os espermatozóides durante a migração para o local da fecundação (terço distal da trompa de falópio).

Alguns casais se assustam quando recebem o resultado do teste pós-coital (determina a qualidade e quantidade do muco cervical e o número e mobilidade dos espermatozóides no muco no momento da ovulação e após uma relação sexual ter ocorrido) mostrando a "matança" dos espermatozóides.

Nesse teste, geralmente, também é avaliado se a qualidade e a consistência do muco cervical é adequada para a função espermática normal e sua sobrevivência.

Antes de se descabelarem, saibam que há controvérsias. Muitos médicos não acreditam na eficácia do teste pós-coital. É o caso do especialista em reprodução assistida Eduardo Motta. Segundo ele, 70% dos casais que tiveram um teste pós-coital ruim conseguem engravidar naturalmente. Ou seja, isoladamente, o exame não quer dizer muita coisa.

No máximo, ele pode apontar outros problemas, que podem ser detectados de maneira muito mais simples. A hostilidade de um muco cervical pode ser provocada, por exemplo, pela baixa taxa de estrógeno. Uma estimulação ovariana com hormônios seguida de inseminação intra-uterina pode resolver isso, segundo Eduardo Motta.

Essa técnica consiste na injeção de espermatozóides vivos dentro do útero geralmente 36 horas após a ovulação. Mas para que a técnica tenha bons resultados é imprescindível que as trompas estejam permeáveis e que o número e qualidade dos espermatozóides sejam razoáveis. Também é necessário que o médico faça uma detecção precisa do momento da ovulação. A inseminação intra-uterina deverá ser realizada momentos antes ou imediatamente após a liberação do óvulo na cavidade abdominal. As chances de gravidez são de cerca de 30%.

Nos casos em que o homem tem uma ejaculação retrógrada (emissão de sêmen para dentro da bexiga), o procedimento é diferente. Os espermatozóides devem ser recolhidos rapidamente da urina, lavados e isolados em meio de cultura para posterior inseminação.

Moral da história: em casos controversos, como esse do muco, é sempre bom ouvir a opinião de outros médicos. Nada de ficar sofrendo por antecipação, ok? 




Fonte/créditos:http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/querosermae/ult601u33.shtml

terça-feira, 5 de julho de 2011

Muco Cervical ou Billings

O que é?
É uma secreção natural da mulher, produzida no colo do útero que muda ao longo do ciclo por ação dos hormônios (estrogênio e progesterona). Quando a mulher entra em seu período fértil, essa secreção fica parecida com uma clara de ovo.
Como se usa?
A mulher deve observar todos os dias as mudanças que ocorrem no muco cervical (que são mais evidentes durante os dias da ovulação), para isto ela deve colocar o dedo na entrada da vagina, deixando com que o muco fique entre o dedo polegar e indicador, separando e esticando o muco entre eles.
O dia em que o muco cervical começar a esticar e estiver parecido com uma clara de ovo (transparente), significa que a mulher está entrando em seu período fértil, e deverá suspender suas relações sexuais até passar o 4º dia do ápice (dia em que o muco cervical teve sua maior elasticidade), que significa o fim do período fértil.
Qual a sua eficácia?
A taxa de falha é variável, e depende muito da capacidade do reconhecimento do muco cervical. O índice de falha deste método, varia entre 3 a 20%, ou seja, de cada 100 mulheres que usam este método durante o período de um ano, 3 a 20 podem vir a engravidar. Quando melhor utilizado, mais próximo de 3% fica a chance de falha.
Quais são os efeitos colaterais?
Não, por se tratar de um método comportamental, não existem efeitos colaterais.
Quais são os benefícios para a saúde da mulher?
     Ajuda as adolescentes a conhecerem melhor como é, e como funciona o seu corpo;
     Não apresenta efeitos colaterais.


Fonte/créditos:http://www.adolescencia.org.br

Metaplasia escamosa e zona de transformação


Sob a influência dos estrógenos, a cérvix torna-se evertida para expor o epitélio colunar do canal cervical. Isto é mais acentuado na puberdade e durante a gestação. É também visto em mulheres com estrógenos elevados por contraceptivos orais. O pH ácido da vagina estimula a substituição do epitélio colunar com epitélio escamoso por um processo de metaplasia escamosa (Singer & Jordan, 1976). A área na qual isto ocorre inicialmente é conhecida como “Zona de Transformação”. Nos estágios iniciais da metaplasia escamosa, células indiferenciadas multiplicam-se entre células colunares e a membrana basal. Isto pode se originar no local, mas quando houver destruição da superfície epitelial, por exemplo, por laser ou diatermia, forma-se uma camada celular semelhante. Isto sugere migração do estroma, o qual pode também ser o caso na metaplasia fisiológica. Em um estágio mais tardio, as células se estratificam e o epitélio é reconhecidamente escamoso, eventualmente a maturação é indistinguível do epitélio escamoso original. Embora a camada epitelial pareça mesma, o epitélio pode ser reconhecido como metaplásico por causa das criptas endocervicais serem vistas no estroma subjacente.
Grupos de células metaplásicas imaturas podem ser identificadas no esfregaço cervical. Elas são vistas como células parabasais em um campo, o qual de outra maneira, consiste de células escamosas maduras. Nesses casos elas são rarefeitas como células metaplásicas. Elas podem estar associadas com células colunares e sua presença em um esfregaço também indica um espécime aceitável para avaliação. As figuras nesta seção ilustram o processo de metaplasia escamosa e também mostram a variação de aparência de células metaplásicas.
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18. Ectopia com zona de transformação recente: colposcopia. Aqui a cérvix evertida mostra as dobras do epitélio colunar endocervical vascular. Na extremidade periférica do colo uterino, o epitélio escamoso liso original está presente. Entre essas áreas e em quase toda ectopia há metaplasia imatura a qual torna-se branca após aplicação de ácido acético a 4% (ácido acético, X 160)
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19. Cérvix: hiperplasia de células de reserva. Esta secção mostra a replicação de células indiferenciadas profundas do epitélio colunar o qual é chamado de hiperplasia de células de reserva. (H & E, X 62)
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20. Cérvix: hiperplasia de células de reserva: envolvimento glandular. Neste campo as ramificações das criptas no estroma são vistas estar submetendo-se ao mesmo processo de hiperplasia de células de reserva. (H & E, X 37,5)
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21. Cérvix: metaplasia imatura escamosa. Nos estágios tardios as camadas de células imaturas, em ambas as superfícies e criptas, estão começando a estratificar e pode ser reconhecido um epitélio escamoso imaturo. (H & E, X 37,5)
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22. Zona de transformação típica: colposcopia. Aqui o epitélio colunar da ectopia é substituído pelo epitélio metaplásico maduro. Quando visualizado tridimensionalmente através do colposcópio, é normalmente possível ver o entalhe arredondado no colo que identifica o nível da junção escamocolunar original. A nova junção escamocolunar é vista no orifício externo. Entre a original e a nova junção escamocolunar existe o epitélio escamometaplásico maduro. (ácido acético, X 16)
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23. Epitélio metaplásico maduro com cripta subjacente. Este campo mostra epitélio escamoso metaplásico maduro. Histologicamente parece-se com o epitélio escamoso original e é distinguido pela cripta no estroma subjacente. (H & E, X 40)
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24. Corte da cérvix. Este é um corte espesso da cérvix. Demonstra epitélio escamoso original e epitélio colunar, com epitélio metaplásico entre eles. Notar criptas profundas no epitélio metaplásico maduro e também a profunda penetração das criptas no estroma. (H & E, X 1)
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25. Células colunares endocervicais de reserva. Este campo mostra um fragmento de tecido o qual consiste de uma fileira de células colunares endocervicais e células de reserva subjacentes. (X 160)
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26. Células metaplásicas e de reserva. Células escamosas maduras estão presentes com células colunares endocervicais e grupos de células de reserva e metaplásicas imaturas. Notar a ampla variação da maturação (X 80)
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27. Células colunares endocervicais de reserva. Células colunares endocervicais são vistas de perfil com vacúolos no citoplasma. As células de reserva estão intimamente acondicionadas e mostram núcleos granulares hipercromáticos. (X 160)
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28. Células metaplásicas imaturas. Estas células têm mais citoplasma que as células de reserva, mas são ainda bastante imaturas. Por causa das expansões citoplasmáticas elas são chamadas de células em “aranha”. Esse aspecto indica que foram removidas à força por estratificação da cérvix, em lugar de serem células esfoliadas da camada superficial. (X 125)
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29. Metaplasia imatura. A apresentação de células metaplásicas no esfregaço cervical é muito variável. Neste campo células são vistas como uma placa, unidas frouxamente e os núcleos mostram nucléolos proeminentes. O aspecto pode refletir cicatrização de uma úlcera verdadeira ou reparo de um trauma (ver 99). (X 160)
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30. Células colunares endocervicais e metaplásicas. Neste esfregaço o citoplasma das células metaplásicas é mais arredondado e algumas mostrar vacuolização. Há um exsudato celular inflamatório misto com polimorfos e histiócitos e as células colunares endocervicais apresentam nucléolos evidentes. Parece provável que cervicite bem como uma zona de transformação típica estão presentes. (X 160).
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31. Células metaplásicas. Neste campo uma grande variação de células metaplásicas de maturidade variada estão juntas, assim, é possível comparar as alterações do padrão de cromatina nuclear e diferenciação citoplasmática das células de reserva e células metaplásicas quase maduras do tipo de células intermediárias. (X 125)
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32. Esfregaço normal. Aspecto de células metaplásicas. (X 160).
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33. Esfregaço normal. Aspecto de células metaplásicas (X 125)
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34. Esfregaço normal. Aspecto de células metaplásicas (X 160).
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35. Esfregaço normal. Aspecto de células metaplásicas (X 160).
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36. Esfregaço normal. Aspecto de células metaplásicas (X 160)
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37. Esfregaço normal. Aspecto de células metaplásicas (X 160).


Fonte/créditos:http://www.cienciasdasaude.org/portal/?p=1356