sexta-feira, 6 de maio de 2011

Ovários policísticos: problemas colaterais



Ainda há muita coisa para ser descoberta sobre a formação de cistos no ovário de algumas mulheres e sua relação com o desenvolvimento de outros distúrbios, entre eles o diabete. Na Suécia um grupo de cientistas descobriu um raio de luz no fim do túnel.
Eles monitoraram o trabalho dos hormônios, substâncias responsáveis pelo funcionamento a pleno vapor do nosso organismo. E descobriram que quando a produção hormonal se torna irregular, o equilíbrio das funções do organismo feminino é afetado e pode provocar um descompasso no seu metabolismo, desregulando a rotina da menstruação, favorecendo o ganho da camada de gordura na linha da cintura e até provocando aquelas indesejáveis espinhas e pêlos “extras” que surgem em várias partes do corpo.
Por isso, o acompanhamento médico é importante quando esses sintomas se manifestam, porque muitas complicações podem surgir como consequência de um problema que a princípio julgamos menor. A infertilidade é um desses “problemas colaterais” que podem surgir, da mesma forma que o diabetes tipo 2.
Resultados de pesquisas feitas em centros clínicos apontam que as mulheres portadoras da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) desenvolvem mais facilmente a resistência à insulina — o hormônio responsável pela condução da glicose para dentro das células – e, com a absorção da glicose dificultada, o açúcar se acumula no sangue, iniciando o processo de instalação do diabete.
Mas, porque isso acontece?
Ninguém tinha essa resposta. Os primeiros vilões a serem apontados nesse processo eram os hormônios masculinos que estariam sendo produzidos em excesso por alguma razão. Como resultado dos últimos estudos e trabalhos de pesquisa, descobriu-se a existência de outro elemento responsável pelo problema: os adipócitos. Adipócitos? As células de gordura!
Uma dessas conclusões veio da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, e diz que mulheres portadoras do SOP, independentemente da sua condição de estrutura corporal (magras ou gordas), têm células de gordura – adipócitos - mais “gordinhos” e com um “defeito de fábrica”. Esse estudo foi feito com 62 voluntárias, metade delas com SOP. O estudo comparou os resultados obtidos depois de analisados os dados colhidos em duplas formadas por uma participante com a síndrome e outra sem o problema, mas que tinham idade e peso semelhantes.
Foi inegável o fato de que o tecido adiposo das portadoras de SOP era bem mais preguiçoso e produzia uma quantidade inferior de um hormônio liberado justamente pelos adipócitos, a adiponectina. Essa substância é que facilita a ação da insulina. Quando ela falta, as células têm muito mais dificuldade para assimilar a glicose.
O maior mérito dessa pesquisa é aliviar a culpa que pesava sobre o hormônio masculino e abrir o jogo mostrando que até mesmo jovens magras podem desenvolver células de gordura “com defeito de fábrica” e más produtoras de adiponectina. E é por isso que vemos cada vez mais mulheres propensas à resistência à insulina e ao desenvolvimento do diabete tipo 2.
Nunca é demais voltar à velha tecla: o excesso de peso sempre agrava a situação. Quem tem ovários policísticos tem que redobrar os cuidados para se manter longe do diabete. Deve adotar uma dieta saudável e equilibrada aliada à prática regular de uma atividade física. Exames médicos periódicos permitem sempre um diagnóstico precoce e o monitoramento médico, ações fundamentais para evitar surpresas. Pelo menos 30% das mulheres com SOP não sabem que têm o distúrbio. Pense nisso!
Fonte: Dra. Elisabete F. Almeida

Por que uma mulher não consegue engravidar?




A constatação de problemas de fertilidade só é feita pelo especialista em reprodução humana. Exames auxiliam a revelar as causas e a traçar diagnósticos precisos
Muitos casais se deparam com um fato inesperado quando decidem ter um filho: a infertilidade permanente ou temporária. Normalmente, a mulher que não faz uso de métodos contraceptivos pode levar até 12 meses para engravidar. “Em princípio, mulheres que utilizam anticoncepcionais orais, podem engravidar assim que o uso das pílulas for interrompido. Já os anticoncepcionais injetáveis de aplicação mensal ou trimestral podem ter um efeito cumulativo no organismo”, explica o médico Joji Ueno, diretor da Clínica Gera.
Se a gravidez não vier naturalmente, em um ano, o casal deve procurar ajuda médica. Ou mesmo antes, se houver suspeita de alguma causa de infertilidade, como por exemplo, cirurgia abdominais anteriores. Antes de desistir do sonho de ter um bebê, o casal deve saber que infertilidade não significa incapacidade permanente de concepção. Por isso é preciso procurar auxílio profissional para investigar as causas que dificultam a gravidez e partir para o tratamento mais adequado e, se necessário, para a fertilização in vitro.
A constatação de problemas de fertilidade só é feita com acompanhamento médico e exames que podem revelar as causas e traçar diagnósticos precisos para cada disfunção. "A infertilidade, masculina ou feminina, pode ser revertida em muitos casos. Com tratamento adequado, as chances de gravidez chegam a 30%, mesma taxa de um casal que não apresenta problemas", afirma o especialista em reprodução humana.
Causas da infertilidade feminina
Problemas ovulatórios, obstruções na trompa, doenças uterinas, infecções no colo do útero e fatores imunológicos estão entre as principais causas de infertilidade feminina. "Muitas mulheres apresentam dificuldades para ovular causadas pela Síndrome dos Ovários Policísticos ou por disfunções na tiróide ou nas glândulas supra-renais", diz Joji Ueno, que também é Doutor em Medicina pela Faculdade de Medicina da USP.
As obstruções nas trompas podem ser causadas pela endometriose ou algum tipo de aderência que dificulte a mobilidade, ou seja, o transporte do óvulo até o útero que é realizado pela trompa. Em alguns casos, os problemas estão localizados no útero, causados por miomas e pólipos. “As infecções do colo do útero também impedem a gravidez porque deixam o muco vaginal hostil, não permitindo a sobrevivência e a passagem do espermatozóide”, afirma o médico.
Há casos também em que a mulher não engravida porque seu sistema imunológico entende o espermatozóide como um intruso e o rejeita. Somados aos fatores biológicos, segundo o médico, estão também o uso de drogas, álcool, remédios sem prescrição e hábitos de vida sedentários que podem causar infertilidade também.
Exames auxiliam o diagnóstico
O médico especialista em reprodução humana, após ouvir o problema do casal, pode investigar várias das hipóteses citadas anteriormente antes de atestar a infertilidade do casal ou de definir um tratamento. "Contamos, hoje, com uma série de exames que apontam onde está a dificuldade feminina para a fecundação", diz Joji Ueno.
O primeiro exame, a histerosalpingografia, revelará a mobilidade e permeabilidade da trompa, atestando se ela permite ou não a entrada do espermatozóide para a fecundação do óvulo. Se nenhuma anormalidade for identificada, os exames seguintes monitorarão a ovulação, as dosagens hormonais e o controle do ciclo menstrual. “Aqui, o médico necessita do ultra-som, que averigüa o crescimento dos folículos do útero e o funcionamento das glândulas”, explica o médico.
O diagnóstico completo pode ocorrer com a laparoscopia ginecológica. “Este exame só é feito quando os anteriores não esclarecem a causa da infertilidade feminina e o espermograma do parceiro não apresenta problemas”, esclarece Joji Ueno.
A laparoscopia é muito empregada no diagnóstico de doenças existentes no interior do abdômen como a endometriose, miomas, cistos de ovário, dor pélvica aguda ou crônica, aderências genitais e também no diagnóstico de infertilidade. Por se tratar de um exame minimamente invasivo, a videolaparoscopia é considerada praticamente um procedimento ambulatorial, em termos de recuperação. Nos casos onde há a necessidade de realizar procedimentos cirúrgicos empregando esta técnica, a internação da paciente é necessária. “Após uma avaliação médica completa, que inclui exame ginecológico e uma avaliação pré-anestésica, o exame é realizado sob anestesia geral”, explica o médico.
Quando a paciente está anestesiada, uma pequena incisão é feita no interior da cicatriz umbilical. Uma agulha é colocada e através dela é feita a insuflação do abdômen com gás carbônico. O gás empurrará as alças intestinais para cima, longe dos órgãos genitais, permitindo a inserção de uma ótica acoplada a uma micro-câmera com o monitor. “Esta micro-câmera aumenta a visão do médico em até 20 vezes, para que ele avalie com precisão as trompas, os ovários e o útero”, afirma Joji Ueno.
Quando o procedimento estiver terminado, apenas um ou dois pontos serão dados na incisão do umbigo e suprapúbica, colocando-se apenas uma espécie de band-aid como curativo. “Se durante o exame, alguma anormalidade for percebida pelo médico, ela poderá ser corrigida e a laparoscopia diagnóstica se torna cirúrgica”, conclui.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O que é Videolaparoscopia?


É a Cirurgia que permite descobrir doenças e fazer operações de alta complexidade. É uma microcâmera de vídeo que filma o que há no abdome e mostra as imagens em uma tela de televisão.

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Depois da anestesia geral, o especialista faz um corte no umbigo de no máximo 1 centimetro para colocar o primeiro equipamento, onde ficará a câmera de vídeo.
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Além da incisão no umbigo, são feitas outras duas na barriga - ás vezes três - com cortes de meio a um centímetro, para passar os outros instrumentos da cirurgia.




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Um tubo passa pelo equipamento do umbigo para encher a cavidade abdominal de gás carbônico. O gás é essencial para afastar as alças do intestino. que podem atrapalhar a operação.
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Pelo local por onde passou o tubo, é colocada a microcâmera de vídeo que mostrará as imagens da cavidade abdominal em uma tela de televisão. A câmera fica até o fim.




O equipamento



Além dos aparelhos que ficam no abdome para passar a câmera e os instrumentos da cirurgia (pinças, bisturis, tesouras, etc), há todo um equipamento que controla as reações do paciente e a pressão do gás dentro do abdome.




Operação

O médico especialista não realiza a cirurgia sozinho. Ele conta com o apoio de um ou dois outros médicos auxiliares, além de um enfermeiro. A cirurgia exige muita delicadeza, pois os movimentos são avaliados apenas pela tela da televisão.



História

A videolaparoscopia foi desenvolvida pelos alemães na década de 80. A primeira cirurgia feita no Brasil foi de vesícula biliar, em 1990, em São Paulo, e em Brasília em 1991 no Hospital Santa Lúcia. Na Europa e nos Estados Unidos, cerca de 70% das cirurgias abdominais são feitas com videolaparoscopia. O treinamento para lidar com tal equipamentos é feito em porcos ou em bonecos.



Vantagens

O sangramento, quando feita a videolaparoscopia, praticamente inexiste. Na maioria das vezes, gazes são suficientes para estancar o sangue. O tempo do pós-operatório diminui em três vezes. O uso de antibióticos, antiinflamatórios e anestésicos é bem menor. O risco de se formar hérnia abdominal - que aparece quando um corte de uma cirurgia tradicional deixa a parede do abdome mais fraca e esta cede com esforço físico - cai em cinco vezes. Diminuem pela metade os riscos de infecção, graças às incisões mínimas e ao pouco sangramento.
Como o trauma da cirurgia é bem menor, as chances de se formar aderência entre órgãos - quando o tecido de um órgão se fixa ao de outro - ficam reduzidas em cinco vezes. O pós-operatório é bem mais rápido e a pessoa volta a andar logo. Isso reduz as chances de acontecer o que se chama de tromboembolia (formação de coágulo no pulmão, que pode ser fatal). Por fim, há muita vantagem estética, pois as cicatrizes quase não aparecem.



Contra-indicação

Quem tiver insuficiência cardíaca grave não pode fazer essa cirurgia. As complicações que podem acontecer são: lesão na alça abdominal e em vasos sanguíneos.


Anorexia




A anorexia é o transtorno alimentar que se manifesta nas pessoas em busca incessante pela perda de peso. Essas pessoas apresentam um medo intenso de engordar, mesmo estando extremamente magras. É uma doença com riscos severos, podendo levar à morte por desnutrição. Acomete principalmente mulheres e jovens, sendo comum no início na adolescência.

Causas

As causas determinantes incluem fatores biológicos, psicológicos e culturais. Alguns estudos consideram a valorização da magreza e o preconceito contra a gordura nas sociedades atuais elementos importantes no desencadeamento dessa patologia.

Sintomas

Pacientes com anorexia apresentam emagrecimento importante em curto espaço de tempo, preocupação exagerada com o peso corporal, distorção da imagem corporal, interesse exagerado por alimentos, depressão, ansiedade e/ou irritabilidade. São comuns a prática exagerada de exercícios físicos e o isolamento da família e de amigos. Em alguns casos ocorrem desnutrição, anemia, desidratação, amenorreia (parada do ciclo menstrual) e infertilidade.

Diagnóstico

O diagnóstico é essencialmente clínico. O paciente anoréxico se destaca pelo seu baixo peso associado a alterações comportamentais características.

Tratamento

Procurar o médico com regularidade e, principalmente aos primeiros sinais da doença é fundamental para que ele possa indicar o melhor tratamento para cada caso. Somente o médico deverá orientar o paciente em relação aos procedimentos adequados e ao uso de remédios.
O tratamento da anorexia é complexo, devendo ser conduzido por uma equipe multidisciplinar formada por psiquiatra, psicólogo, médico (clínico ou endocrinologista) e nutricionista. O uso de antidepressivos é necessário em alguns casos, além de suplementos vitamínicos.

Prevenção

Não há uma forma específica de prevenção de anorexia. A diminuição da pressão em relação à valorização do aspecto físico, da forma corporal e da beleza pode reduzir a incidência destes quadros. É indispensável que se forneçam informações a respeito dos riscos dos regimes rigorosos na obtenção do corpo ideal, pois eles têm papel decisivo no desencadeamento dos transtornos alimentares.

O perigo da luta contra a balança



























Quem nunca se deparou com uma receita infalível para perder peso rapidamente? Para fazer as pazes com o espelho, mulheres se submetem a regimes da moda, colocando a saúde em risco.
Cada indivíduo possui a chamada taxa de metabolismo basal (TMB), que se refere às calorias mínimas necessárias para manter as funções vitais do corpo (coração, pulmão e cérebro). As dietas milagrosas geralmente não respeitam a TMB, pois eliminam o consumo de determinados grupos de alimentos e exageram na ingestão de outros. A restrição alimentar leva à perda de peso, mas os efeitos para o corpo podem ser devastadores. Sonolência, fraqueza, irritação, desnutrição, hipoglicemia e infertilidade são algumas das consequências de um regime sem orientação médica.
Segundo especialistas, o emagrecimento deve ser lento e gradual. Comer de tudo um pouco e praticar exercícios regularmente é o mais indicado para um resultado permanente e sem riscos. Uma dieta saudável engloba o bom senso e o equilíbrio dos três principais grupos alimentares: carboidratos, proteínas e gorduras. As porções podem variar de acordo com a idade, o peso e a rotina de atividades físicas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal é que a dieta seja composta por cerca de 60% de carboidrato, 25% de proteína e 15% de gordura.
Dietas radicais podem levar a casos de bulimia e anorexia
A busca excessiva pela magreza pode desencadear distúrbios alimentares. A anorexia e a bulimia estão entre as principais causas de morte de mulheres jovens em todo o mundo. Aprenda a reconhecê-las.
● Anorexia: o indivíduo que sofre de anorexia se olha no espelho e se acha gordo, mesmo estando abaixo do peso. Para perder peso, deixa de comer e passa a praticar exercícios físicos exaustivamente. De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), eles são responsáveis pelos maiores índices de mortalidade entre os transtornos psiquiátricos. O índice de massa corporal (IMC – cálculo obtido a partir do peso e da altura) de um indivíduo com anorexia é igual ou inferior a 17,5 kg/m2. O IMC nos limites saudáveis varia de 18,5 a 24,9 kg/m2.
● Bulimia: as principais características da bulimia são a compulsão alimentar seguida de vômitos provocados e uso indiscriminado de laxantes. Além disso, também é comum a prática de exercícios físicos de forma excessiva. Na maioria dos casos, o indivíduo com bulimia nervosa apresenta peso ideal (de acordo com o IMC), mas por não conseguir conter sua compulsão alimentar sente-se culpado por comer e busca meios de perder o peso adquirido

Diabetes gestacional



Definições
O diabetes gestacional (DMG) caracteriza-se por uma diminuição da tolerância à glicose, diagnosticada pela primeira vez durante a gestação. É a complicação mais frequente da gravidez, podendo acometer até 17% das mulheres.
Causas
O DMG é causado por um desequilíbrio entre a produção e a captação da glicose. Durante a gestação, muitos hormônios secretados pela placenta elevam a glicose. Se a mulher tiver predisposição genética para desenvolver diabetes mellitus, ela pode desenvolver, nesse período, o DMG.
Sintomas
A maioria das mulheres não manifesta qualquer sintoma, entretanto existem alguns riscos para a mãe e o bebê. Mulheres com DMG apresentam maior chance de parto cesáreo e pré-eclampsia, e os filhos possuem risco elevado de peso excessivo (> 4 kg) e hipoglicemia (queda excessiva de açúcar) após o nascimento.
Diagnóstico
O diagnóstico é feito por meio da curva glicêmica. Esse exame deve ser solicitado para todas as gestantes acima de 25 anos de idade entre a 24ª e a 28ª semana de gestação ou antes, caso haja outros fatores de risco específicos para o desenvolvimento de DMG.
Tratamento
Procurar um médico com regularidade e, principalmente, aos primeiros sinais da doença é fundamental para que ele possa indicar o melhor tratamento para cada caso. Somente o médico deverá orientar o paciente em relação aos procedimentos adequados e ao uso de remédios.
O tratamento inicial é feito com dieta e atividade física leve, caso a gestante não tenha nenhuma contraindicação. Nos casos em que a taxa de glicose não é normalizada, deve ser iniciado o tratamento com insulina.
Prevenção
Manter o peso ideal, evitar o ganho excessivo de peso durante a gravidez e praticar atividade física regularmente são as principais medidas de prevenção para o DMG.

HPV na laringe

Definições
Os papilomavírus humanos (HPV) são vírus da família Papillomaviridae que causam lesões na pele ou mucosas. Podem ser divididos em dois grupos: os de alto risco (principalmente os tipos 16 e 18) e os de baixo risco para neoplasia (principalmente os tipos 6 e 11). A papilomatose laríngea (PL) é uma doença causada pelos vírus de baixo risco que acomete pregas vocais, epiglote e pregas vestibulares, mas pode atingir toda a laringe. Em casos extremos ocasiona quadros de insuficiência respiratória aguda.
Causas
O modo de transmissão do HPV ainda não foi completamente elucidado. Nos casos de infecções na laringe em crianças acredita-se na contaminação vertical, que ocorre durante o parto; em adultos, na transmissão por meio de sexo oral sem preservativo.
Sintomas
Em crianças os sintomas incluem rouquidão, que pode evoluir para falta de ar, chegando a quadros dramáticos de desconforto respiratório. Em adultos e adolescentes as lesões são menos numerosas, focais e menos recorrentes, porém com maior potencial de malignização.
Diagnóstico
O diagnóstico da doença poderá ser feito mediante a realização de uma laringoscopia, exame em que o médico examina de forma direta toda a cavidade oral, epiglote e laringe do paciente.
Tratamento
Procurar um médico com regularidade e, principalmente, aos primeiros sinais da doença é fundamental para que ele possa indicar o melhor tratamento para cada caso. Somente o médico deverá orientar o paciente em relação aos procedimentos adequados e ao uso de remédios.
Devido ao conhecimento ainda limitado da doença, não existe um consenso sobre a forma de tratamento. A opção cirúrgica, com remoção das lesões, não oferece resultados sempre eficazes, e as lesões podem voltar em pouco tempo.
Prevenção
Na transmissão pelo sexo oral, a forma de prevenção da doença é o uso de preservativos durante o ato sexual. Na transmissão vertical, o ideal é que a mãe faça o tratamento do vírus antes de engravidar, tendo em vista que ainda não existem comprovações de que a cesariana possa evitar a contaminação.

Procure sempre seu médico.