quarta-feira, 4 de maio de 2011

Histerossalpingografia

       

Por que será que tantas mulheres engravidam depois desse exame? Os médicos dizem que é porque o contraste injetado no exame “força” passagem pelas trompas e isso pode “limpar” o caminho se tiver alguma obstrução leve, mas o objetivo do exame não é desobstruir as trompas, e sim  “fotografá-la” para visualizar como elas estão. A histero é o terror das mulheres,  os relatos de quem passou pelo exame vão desde uma dor insuportável e até  desmaios a um exame sem nenhuma dor. O que será, então, que define que ele será de uma forma ou de outra?  Acredito que a experiência do profissional é o fator decisivo. Eu fugi da histero, tenho um pedido prontinho guardado na gaveta mas não gosto da médica que o ginecologista indicou pra fazer o exame... Pra completar fiquei sabendo de uma pessoa que fez com ela e teve que ser internada depois do exame, com dores, afff,  Isso logicamente não é o que normalmente acontece, mas como já estava com medo, normal rsrsr decidi fazer nas férias em janeiro, no Rio ou em Salvador, para onde eu for. Tudo isso é claro se o indutor de ovulação que estou tomando não funcionar, quem sabe...
A escolha do local para a realização do exame deve ser o primeiro cuidado a ser tomado, feito isso vem aquelas dicas para facilitar o exame e prevenir que ele seja dolorido: Para a mulher tomar laxante para esvaziar o intestino e tirar os gases  facilitando o Raios X, tomar anti-inflamatório e  um analgésico potente algumas horas antes do exame. Tudo isso deve ser informado pela clínica quando o exame é marcado, mas assim que o médico solicita o exame já é bom saber o que tomar.  Para o médico NÃO se usa  pinça para "beliscar" o colo do útero, chamada Pozzie (leia Pozi), usar contraste aquecido, sonda maleável e fina.  O contraste deve ser injetado bem devagar e em pequenos volumes de cada vez. Durante a injeção desse contraste na cavidade é que surge a tão temida dor que são cólicas, fortes,  semelhantes às do período menstrual. Com esses cuidados ninguém sentirá dor, ao marcar o exame se informe na clínica qual é o método usado.
Então ele somente consegue avaliar e limpar obstrução leve nas trompas (se houver). Mas se na histero for diagnosticado algum problema mais sério de obstrução tubária, a videolaparoscopia será necessária e é esse o exame apropriado para fazer a desobstrução.  Em casos de impermeabilidade devido a aderências nas paredes tubárias, a pressão do líquido radiopaco introduzido pode ser suficiente para desobstruir as trompas, razão pela qual algumas mulheres conseguem engravidar logo no primeiro ciclo menstrual após a realização do exame. Alguns dizem que 50 em cada 100 mulheres que realizam o exame engravidam logo no 1º ciclo depois do exame, outros falam até em 70 mulheres, depois disso as chances vão caindo...
O exame deve ser feito entre o 8º e o 10º dia do ciclo, para não ‘invadir’ o período fértil, e não trazer riscos de fazê-lo estando grávida, com a mulher em posição ginecológica e dura de 20 a 30 minutos.
Um lembrete importante é que se as trompas estiverem obstruídas não pode tomar indutor de ovulação (Indux, Clomid ou Serophene) pois o  risco de gravidez ectópica é muito grande, o embrião fica “preso” nelas e não desce para o útero.


Ele é o único capaz de diagnosticar obstruções nas trompas, por isso ele é tão importante, se as trompas estiverem “fechadas” como vão passar os espermatozoides e o óvulo? A histerossalpingografia nada mais é do que um raios-x contrastado da cavidade uterina e das trompas Ele é realizado com a injeção de um líquido (contraste iodado) através do colo do útero, com o auxílio de um catéter (sonda) fino  para descobrir se as trompas têm alguma obstrução. Se você tem alergia ao iodo, muitas tem, não pode esquecer de informar ao médico.
Esse é o melhor exame para avaliar a anatomia das trompas, não existindo outro exame que possa dar a mesma qualidade de informação sobre esta estrutura, ele também  fornece dados sobre a anatomia uterina, como a presença de mal-formações (útero bicorno, unicorno, septado etc), presença de pólipos ou miomas e sinéquias uterinas.

Os médicos recomendam uma abstinência sexual de 3 dias depois do exame e o sangramento depois dele pode durar uma semana, se passar disso informe seu médico, mas é possível também que ele só dure até o final do mesmo dia.
Cuidados ao realizar o exame:
- A histero deve ser realizada em uma fase específica do ciclo menstrual, antes da ovulação e logo após o término da menstruação.
- Deve ser feita uma limpeza do intestino previamente, que pode ser obtida com o auxílio de laxantes no dia anterior ao da realização do exame. Isso serve para retirar os gases e fezes da região pélvica, visando melhorar a qualidade das imagens e a sua interpretação.
Atenção: Não faça uso destes medicamentos sem que o médico tenha recomendado!

- Podem ser utilizados anti-inflamatórios ou antiespasmódicos 30 minutos antes de realizar o exame, para prevenir a ocorrência de dores durante sua realização.
- É muito importante que o médico examinador seja especializado na realização deste exame.
- Um bom laboratório ou clínica também ser preferido, pois se existir um aparelho chamado de radioscópio, o exame é muito mais facilmente realizado e com melhor qualidade das imagens.
- Não deve ser utilizada uma pinça para pinçar o colo do útero, chamada de Pozzie. Esta pinça causa dor e contração muscular, fechando a saída das tubas e confundindo quem analisa os resultados.
- Da mesma forma, o contraste deve ser aquecido, para evitar a contração uterina.
- O catéter a ser inserido no colo do útero deve ser flexível e bem fino.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Vamos Beber Água ?


Todo mundo sabe da necessidade da ingestão de líquidos ao longo do dia. Mas com a “correria” dos dias de hoje, muitas vezes não nos lembramos de tomar a quantidade adequada deste parceiro tão importante da nossa saúde.Uma forma prática para descobrir se você esta tomando a quantidade ideal de água ,é checar a cor da sua urina,se estiver bem clarinha,quase incolor ,você esta tomando a quantidade certa.Aqui vão algumas dicas para cumprir esta tarefa:
1.A hidratação deve começar logo pela manhã,ao acordar tome um copo de água.
2.Consuma água fresca durante todo o dia em pequenas quantidades,não adianta beber grandes quantidades de uma só vez durante o dia.
3.Deixe uma garrafinha de água no carro e outra no trabalho , e não se esqueça de reabastece-las.
4.Se você não gosta de água pura,pode aromatiza-la com folhas de hortelã ou gengibre,ou ainda pequenas rodelas de limão ou laranja.Ela vai ganhando outros sabores !
5.Crie alguns hábitos , ou metas .Por exemplo se você é fã do Twitter,Facebook ou Orkut,tenha sempre água ao seu alcance enquanto estiver clicando !
6.Leve uma garrafa de água para seu treino na academia,e beba nos intervalos de cada série de exercícios.
7.Quando se estressar ou se aborrecer…. Respire fundo e beba um copo de água bem devagarzinho !
8.A cada hora trabalhada ,levante ,alonge e reabasteça sua garrafinha.Desta forma você melhora a postura ,a circulação e evita o aparecimento de vasinhos e celulite.
9.Se você vai comer uma sobremesa depois do almoço,prefira a água ao suco ou refrigerante para acompanhar seu prato principal.
10. A garrafinha de tamanho padrão ( cerca de 500 ml) deve ficar vazia em até 2 horas.Tente beber a medida equivalente a três dedos a cada meia hora.

Mitos e Verdades Sobre a Menopausa


A menopausa causa diminuição da libido?

A manutenção da libido feminina é multifatorial, a menopausa e portanto a diminuição da produção hormonal ovariana é apenas um dos fatores, entre outros, destacamos os fatores emocionais.

  • Após algum tempo tomando anticoncepcional é necessária uma pausa?

    Não, este é um conceito antigo, não se recomenda parada do uso do contraceptivo exceto se houver desejo reprodutivo




  • Após os 40 anos a mulher não engravida mais?

    Na verdade ocorre uma redução de fertilidade dos 35 anos em diante, mas a fertilidade ainda existe a te a menopausa e justamente nesse período onde os riscos da gestação são maiores deve sempre existir uma preocupação em usar métodos contraceptivos.




  • Adolescentes não devem usar contraceptivos pois terão redução da fertilidade no futuro?

    Não, as adolescentes após a primeira menstruação podem usar quaisquer métodos contraceptivos, sem repercussão em seu futuro reprodutivo.




  • Lavar as calcinhas na máquina e não passar causa corrimento e coceira?

    O cuidado com a higiene da roupa íntima deve ser cuidadoso, mas não há nenhuma correlação com o aparecimento de doenças ginecológicas.




  • Não posso usar pílula amamentando?

    Os contraceptivos usados no período da amamentação são especiais para essa época e têm como objetivo não interferir com a qualidade do leite e ao mesmo tempo oferecer proteção contra a gravidez.

    A menstruação é necessária para limpar o organismo?

    A menstruação é o resultado do funcionamento normal do organismo, mas existe muita confusão quando se trata da suspensão da menstruação por algum medicamento, como por exemplo anticoncepcionais, nesse caso, não ocorre o mesmo fenômeno, portanto o sangue não acumula em nenhum lugar e não precisa ser eliminado.




  • A grávida deve comer por dois?

    A gestante deve alimentar-se de forma balanceada, com intervalos curtos (entre 2-3 horas), mas o ganho de peso de estar entre 9-11 quilos, pois o ganho de peso excessivo é associado a aumento de risco para doenças com diabetes gestacional e hipertensão além é claro do problema estético.




  • A primeira relação sexual da vida nunca engravida?

    Não, todas as relações têm chance de gravidez, é variável conforme o período do ciclo menstrual e idade, mas mesmo assim devem ser utilizados métodos contraceptivo para evitá-la.




  • A menopausa causa ganho de peso?

    Não, a menopausa é associada a outras alterações metabólicas que interferem com o o gasto calórico, é apenas mais um fator, junto com o envelhecimento, redução de necessidade calórica etc.



  • Adolescentes : Consulta de Check-up


    Particularidades do atendimento ginecológico à adolescente
    Uma primeira consulta abrangente e completa ao ginecologista pode criar bases de bons hábitos de saúde,conquistando resultados positivos de saúde a longo prazo para  toda a vida da paciente.Esta visita ou consulta dá a oportunidade ao ginecologista de avaliar pontos relacionados não apenas a saúde física,mas também psicossocial e de desenvolvimento da paciente adolescente.
    O momento da primeira consulta : O American College of Obstetricians ad Gynecologists ( ACOG ) recomenda que a primeira consulta de saúde reprodutiva se realize quando a adolescente estiver entre 13 e 15 anos .Esta primeira consulta possibilita a adolescente e seus pais ,ou responsáveis,a chance de conhecer o consultório,o ginecologista e sua equipe,desenvolvendo desta forma um vínculo de confiança e segurança.
    O foco da primeira consulta ginecológica vai variar dependendo das necessidades individuais de cada adolescente,história médica,seu desenvolvimento físico e emocional.O exame físico geral inclui o exame das mamas e da genitália externa,para a avaliação dos caracteres sexuais secundários,sendo uma oportunidade para reafirmação do vínculo e para orientações de higiene e educação.Esta consulta inicial não deve ser o momento da realização do primeiro exame interno ginecológico,a menos que existam suspeitas de transtornos ginecológicos,a partir da história médica ou do exame físico geral ( ex : alteração no desenvolvimento puberal,sangramento anormal,ou dor abdominal ou pélvica ).
    O check up deve incluir avaliação do peso,pressão arterial,distúrbios de saúde mental e status de imunização ( vacinas ).
    Peso e transtornos alimentares :investigação de transtornos alimentares e obesidade pela determinação do peso e estatura,cálculo do índice de massa corpórea,questionamento sobre a percepção corporal e padrões de alimentação.
    Pressão arterial :A incidência de hipertensão na adolescência é baixa,mas a detecção precoce e avaliação de fatores de risco podem evitar o desenvolvimento de doenças cardiovasculares no futuro.
    Colesterol :Adolescentes culos pais apresentam níveis séricos de colesterol de 240 mg/dL,devem ser rastreadas para colesterol total pelo menos uma vez na adolescência.Adolescentes com história familiar desconhecida,ou múltiplos fatores de risco para doença cardiovascular devem realizar rastreamento pela dosagem do colesterol total pelo menos uma ,a critério do médico.
    Tabagismo :Todas as pacientes devem ser questionadas sobre o uso de produtos que contenham tabaco.As adolescentes que fumam devem ser estimuladas a abandonar imediatamente o uso.Aproximadamente uma a cada quatro alunas de nível colegial são usuárias de tabaco.
    Atividade sexual : Mais de 85% das adolescentes realizam alguma forma de contato sexual ( vaginal,oral etc) ao redor dos 19 anos.A orientação quanto aos métodos de prevenção da gravidez indesejada ( métodos anticoncepcionais ) e de prevenção das doenças sexualmente transmissíveis é parte fundamental desta primeira consulta .

    40 ou 50 anos: quando iniciar a mamografia?


    Acima das polêmicas no meio médico, há uma verdade que prevalece: a mamografia ainda é o melhor caminho para prevenir o câncer de mama. Portanto, quanto antes melhor.
    O câncer de mama é o que mais afeta a população feminina e está entre as principais causas de morte em mulheres. Serão 49 mil novos casos em 2010 no Brasil, segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA). O dado positivo é que, se diagnosticado precocemente, esse tipo de câncer apresenta chances de cura superiores a 90%. E os exames preventivos, principalmente a mamografia, são a melhor forma de se detectar problemas logo no início.
    No entanto, médicos de alguns países têm recomendado adiar a realização regular de mamografia para depois dos 50 anos, com base na análise dos resultados de programas de redução da mortalidade por câncer de mama. Em 2009, houve pelo menos três estudos publicados nesse sentido, sendo que o último foi realizado pela Força-Tarefa de Serviços Preventivos dos Estados Unidos, grupo independente do governo norte-americano, e ganhou destaque nos meios de comunicação, alimentando polêmicas no meio médico e fora dele.
    Em linhas gerais, o que esses estudos afirmam é que a realização periódica de mamografias nos programas de redução de mortalidade gerou um aumento de diagnósticos e tratamentos precoces, porém não diminuiu o número de diagnósticos de cânceres mais agressivos, como era de se esperar. Apesar de ter havido de fato uma redução na mortalidade, os médicos acreditam que esse fator pode estar mais relacionado com a biologia do tumor do que com o diagnóstico precoce. Ou seja, as mortes seriam por aqueles tipos de tumor que evoluiriam inevitavelmente para formas mais agressivas.
    Sendo assim, a conclusão desses médicos é que as mamografias realizadas na população de 40 a 50 anos estariam gerando um excesso de diagnósticos precoces, desencadeando tratamentos de tumores que nunca trariam efeitos para a saúde da mulher, sendo, portanto, desnecessárias. A recomendação seria que o exame começasse a ser feito apenas a partir dos 50 anos, quando é mais expressiva a proporção de mortes evitadas.
    Medicina é a ciência da vida. Em se tratando de câncer da mama, isso significa continuar aplicando o que temos de melhor: o diagnóstico mais precoce
    É verdade que alguns casos não terão cura independentemente da precocidade do diagnóstico. Mas igualmente verdadeiro é o fato de que, hoje, não dispomos de uma boa tecnologia diagnóstica que permita identificar esses tumores. Ou seja, as recomendações desses grupos podem até fazer sentido na perspectiva meramente estatística, para justificar prioridades no orçamento de saúde dos governos. Contudo, não fazem sentido do ponto de vista individual.
    A medicina é a ciência da vida. Em se tratando de câncer da mama, isso significa continuar aplicando o que temos de melhor: o diagnóstico mais precoce, que traz a possibilidade de cura. Quando um médico trata um paciente, não pode ter certeza de que, sem esse tratamento, haveria evolução para um câncer mais agressivo ou até para o óbito. O que se sabe é que medidas preventivas e diagnóstico precoce evitam muitos casos graves. É até possível que haja diagnósticos e tratamentos precoces em excesso. Mas isso não é condenável quando o objetivo é zelar pela saúde e pela vida. Condenável é ignorar os recursos de que a medicina dispõe para evitar a doença e a morte.
    Assim, no combate ao câncer de mama, o melhor é manter a mamografia a partir dos 40 anos, uma vez por ano, e antes disso para as mulheres pertencentes ao grupo de alto risco, que inclui histórico familiar de câncer de mama ou de ovário, exposição anterior a tratamento radioterápico no tórax e biópsias de lesões mamárias benignas precursoras (alterações pré-malignas prévias), entre outros fatores.
    Quem já passou por isso
    Ana, 46 anos, teve um nódulo de menos de 1 centímetro detectado em uma mamografia, no final de 2009. Surpreendida com o diagnóstico, pois sempre fez todos os exames de acompanhamento, não tem histórico familiar, cultiva uma alimentação saudável e pratica atividade física frequentemente, Ana foi tratada através de uma cirurgia, que retirou o nódulo e a mama por completo, que foi imediatamente reconstruída, ainda durante o procedimento.
    O exame ajudou Ana a ser poupada da quimioterapia, algo que ela temia bastante, em virtude de seus efeitos colaterais.
    Com o diagnóstico confirmado, procurei um mastologista e em menos de dois meses já tinha sido operada
    “Para mim foi uma grande surpresa, pois havia feito todos os exames de rotina do meu check-up ginecológico há quatro meses, com todos os resultados normais. Só depois disso comecei a sentir que existia uma pontinha na lateral da mama direita, bem próxima às axilas. Imediatamente procurei meu ginecologista, que solicitou um ultra-som e também a mamografia. Com o diagnóstico confirmado, procurei um mastologista e em menos de dois meses já tinha sido operada. Eu nunca tive nenhum problema sério, sempre fui muito “disciplinada” em relação a minha saúde, e, por isso, fiquei muito abalada com este diagnóstico. Mas, depois compreendi que é assim mesmo, muitos casos de câncer simplesmente ainda não têm uma explicação de sua origem. No meu caso, identifiquei rapidamente e ainda era um tumor pequeno. Acho imprescindível que as mulheres façam os exames preventivamente. A mamografia é como outro exame qualquer, é um pouco desagradável mas tem que fazer. Em apenas 10 dias eu já estava retomando minha vida normal, fui viajar, e já conseguia dar um passeio na praia no final de tarde. Graças ao diagnóstico precoce e a minha rotina saudável de vida, minha recuperação foi rápida”.
    A ONG Susan G. Komen for the Cure, que no Brasil é parceira do Hospital Israelita Albert Einstein e desenvolve alguns projetos para a Iniciativa Global para Conscientização Nacional do Câncer de Mama, continua recomendando que a mulher conheça a sua mama, conheça seu risco, faça exame clínico anualmente e a mamografia a partir dos 40 anos
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    Infecções Urinárias

    A cistite, popularmente conhecida como infecção urinária, é pouco comum entre os homens, mas bastante Freqüentes entre as mulheres. Chega a atingir até dez por cento delas. Mas a boa notícia é que pode ser prevenida com dois pequenos esforços: ingerir bastante água e urinar periodicamente.
    Não urinar por muito tempo e ingerir pouco líquido são fatores de risco para a doença
    Como qualquer infecção, a cistite (infecção na bexiga) é causada por um microorganismo – no caso, uma bactéria presente na vagina ou no aparelho intestinal baixo (ânus e reto) da mulher.

    Contaminação

    A entrada dessa bactéria na bexiga é favorecida por tudo que a empurre na direção do órgão, como o próprio ato mecânico da relação sexual. Após uma relação anal, por exemplo, mesmo que o homem lave o pênis, as bactérias podem se instalar ali e contaminarem a mulher em uma próxima relação sexual. Se a relação anal for seguida diretamente por uma relação vaginal, os riscos são ainda maiores.
    Mulheres com intestino preso têm mais chance de terem cistite, porque a proliferação de bactérias no organismo é maior. Já as mulheres que praticam bastante sexo também aumentam a chance de contraírem a doença, uma vez que a frequência facilita a aproximação da bactéria à bexiga.

    Sintomas

    Os principais são:
    • vontade frequente de urinar
    • liberação de pouca urina
    • dor na região do baixo ventre
    • possível perda de sangue junto à urina

    Risco

    O maior risco de uma cistite sem tratamento adequado é facilitar o caminho de uma infecção urinária mais séria.
    A partir do momento em que a bactéria se instalou na bexiga, ela pode ser levada até o rim. Nesse caso, passa a ser uma infecção muito mais grave, que pode até mesmo desenvolver infecções em todo o corpo.

    Homens x mulheres

    A cistite é mais comum entre as mulheres do que entre os homens, principalmente porque a distância a ser vencida pela bactéria até a bexiga é maior no caso deles.
    A uretra – canal condutor da urina – das mulheres tem de quatro a cinco centímetros, enquanto a dos homens tem aproximadamente 12 centímetros.

    Prevenção e tratamento

    A prevenção e o tratamento da cistite podem ser bem simples, desde que seguidos à risca pelas mulheres.
    A maior recomendação para a prevenção da cistite realmente é, além da ingestão de muita água, urinar periodicamente para lavar bem a bexiga e a uretra.
    Mulheres que seguram muito a urina ou que deixam para usar o banheiro apenas quando estão em casa também têm mais chances de terem cistite.
    No tratamento, a alta ingestão de água – mais do que os dois litros recomendados para o dia a dia – e o subsequente aumento da urina resolvem de 60 a 70% dos casos.
    Nos casos mais graves, um tratamento com antibióticos dá conta de tratar a doença. O importante é lembrar que a prevenção e o tratamento precoces são ótimos aliados contra as infecções urinárias mais graves.

    As diferenças entre as pílulas anti-concepcionais


    "A descoberta da pílula, sem dúvida, proporcionou uma mudança radical no comportamento e no estilo de vida da mulher, permitindo-lhe planejar a quantidade de filhos e o momento de tê-los, além de possibilitar sua inserção no mercado de trabalho e em atividades outrora privativas dos homens. Mas nós queremos mais. Queremos anticoncepção aliada a outros benefícios. E é justamente isso que as pílulas modernas fazem. Então vamos entender melhor essas vantagens.

    As pílulas mais usadas são as que contêm dois tipos de hormônios: estrogênio e progesterona.

    A dose do estrogênio e o tipo de progesterona variam e são responsáveis tanto pelos efeitos colaterais quanto pelos efeitos benéficos. O estrogênio é sempre o mesmo: etinilestradiol (EE).

    As pílulas das nossas mães continham 100 µg de EE e por isso elas ganhavam peso e tinham muitos enjôos. Hoje, com o avanço da ciência, aliada à técnica farmacológica, conseguimos reduzir a dose do EE para até 15 µg, mantendo a mesma eficácia contraceptiva.

    Quanto à dose do EE (estrogênio é sempre o mesmo: etinilestradiol ), temos pílulas de:

    -média dosagem (35 µg),
    - baixa dosagem (30 e 20 µg) e
    - ultrabaixa dosagem (15 µg).

    Nem sempre as pílulas de 15 µg são as melhores, pois muitas mulheres apresentam “sangramentos de escape” mais frequentemente com essa dose bem baixinha, e a adaptação pode ser mais demorada.
    É ótimo para adolescentes e para aquelas que tiveram efeitos colaterais com doses habituais (ganho de peso, náuseas, dores de cabeça e dores mamárias)." 

    " É fácil saber qual dose você está tomando. É só olhar na embalagem. Outra diferença é quanto ao regime de tomada, já que as pílulas de 15 µg apresentam um regime de 24 dias de tomada e 4 dias de pausa (24/4), diferente da maioria, cujo regime é 21 dias de tomada e 7 dias de pausa (21/7). A única excessão é a pílula Yaz, que contém 20 µg, mas também apresenta esse regime 24/4.

    A progesterona é a responsável pela diferença nos efeitos adicionais dos anticoncepcionais.

    Uma das primeiras progesteronas utilizadas, e que se mantém no mercado até hoje, é o levonorgestrel, presente no Microvlar, Ciclo 21, Level. Trata-se de um progestágeno com ação mais androgênica, ou seja, mais similar aos hormônios masculinos.
    Com isso, em algumas mulheres predispostas, pode haver mais oleosidade da pele, acne e excesso de pêlos; em contrapartida, pode ser uma boa combinação quando se trata de queda da libido pelo uso de pílulas.

    Logo depois tivemos o desenvolvimento do gestodeno e do desogestrel, presente em uma infinidade de anticoncepcionais:

    Gestodeno 
    – Femiane,
    - Harmonet,
    -Diminut,
    -Micropil,
    -Tamisa 20 e 30,
    -Ginesse,
    -Gynera, etc....

    e Desogestrel:
    -Mercilon,
    -Mercilon conti,
    -Gracial,
    -Femina,
    -Primera 20 e 30,
    -Minian, etc.

    São ótimas pílulas, bem toleradas pela maioria das mulheres, mantendo-se intermediárias em relação à ação androgênica, bom controle de peso e boa ação na pele. Associam-se a 20 ou 30 µg de EE.

    A associação com 15 µg encontra-se nas pílulas Siblima, Mirelle, Minesse, Adoless, Mínima, Alexa.

    Um progestágeno mais antigo e presente em várias pílulas em combinação com 35 µg de EE é o acetato de ciproterona (Diane 35, Selene, Diclin, Artemidis).
    Tem uma ação anti-androgênica bem mais potente, por isso é muito usada (mas não exclusivamente) por mulheres com Síndrome dos Ovários Policísticos, onde as manifestações de acne, oleosidade de pele e excesso de pêlos são mais exuberantes."

    "Como muitas mulheres se queixam de inchaços e ganho de peso com os anticoncepcionais, foi desenvolvida uma progesterona com ação anti-androgênica potente e ação diurética concomitante: a drospirenona, presente no Yasmin, Yaz e Elani ciclo.

    A proposta é ótima ação na pele com boa manutenção de peso. A diferença é que Yasmin e Elani ciclo vêm combinadas com 30 µg de EE num regime de 21 /7 e o Yaz vem combinado com 20 µg de EE em regime de 24 /4.

    Outra novidade no mercado é a progesterona clormadinona, presente no Belara. A proposta é uma boa ação anti-androgênica, com visíveis benefícios na pele sem alteração na libido. Vem associada a 30 µg de EE.

    Todas as pílulas melhoram a quantidade de fluxo menstrual e cólicas. Algumas foram desenvolvidas especificamente para tratar Síndrome Pré-Menstrual, como Mercilon conti (além dos 21 comprimidos, apresenta mais 7 comprimidos com dose baixa (10 µg) de EE, evitando a variação hormonal brusca do período, melhorando os sintomas) e Yaz ( no regime de 24 dias, a drospirenona acaba agindo no organismo nos 4 dias de pausa, melhorando os sintomas).

    Como vocês podem ver, há pílulas para todos os gostos e tipos de organismo, por isso aquela que serve para sua vizinha nem sempre é a melhor para você.

    Para decidir qual é a melhor opção, discuta com seu médico os aspectos de pele, libido, cólicas, sintomas pré-menstruais e efeitos colaterais com uso de pílulas anteriormente e, pesando-se bem todos os efeitos, você vai encontrar uma que se adapta muito bem ao seu organismo."